Em meio a disputa, cão Bolt pode precisar de R$ 400 por mês para ser tratado


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De um lado, a tutora do cão Bolt afirma ter adotado o animal em péssimas condições e estar tratando de sua saúde. Do outro, as mulheres que o resgataram não querem de jeito nenhum que ele retorne para a casa da jovem Micaely Gomes Ferreira, 19 anos, no bairro Jardim Los Angeles, em Campo Grande (MS).

Enquanto isso, a conta do tratamento do cachorro já soma R$ 815,00 na Clinivet e, como corre risco de ter leishmaniose e erliquiose (doença do carrapato), quem ficar responsável por ele terá que desembolsar cerca de R$ 400,00 por mês.

Em contato com a médica veterinária Ana Lúcia Salviatto Andrade, proprietária da Clinivet, local em que Bolt (agora chamado de Thor) está internado, a reportagem recebeu a informação de que o exame de hemograma apontou anemia e plaquetas baixas, que configuram doença do carrapato. Sangue para o teste de leishmaniose foi coletado, só que fica pronto na semana que vem, contudo, há grandes chances de o resultado ser positivo.

Ana Lúcia disse que, embora o teste para a doença do carrapato não tenha sido feito em decorrência do valor (R$ 150,00), tratamento já vem sendo feito por meio de antibióticos e vitaminas, uma vez que o peso do animal é de 17 quilos. “Por ser um cão de porte igual a pit bull, ele teria que pesar 27 quilos”.

Caso sejam confirmadas a doença do carrapato e a leishmaniose, tratamento de R$ 400 mensais deverá ser bancado por quem se responsabilizar pelo cachorro. “O tratamento é caro e a pessoa que ficar com ele deve ter condições para arcar com gastos de antibióticos, ração super premium que custa na faixa de 200 reais, entre outros”, ressalta Ana Lúcia.

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Condições precárias
A diarista Regiane Rodrigues, 21 anos, foi a responsável pela divulgação do caso. Ela contou que ouvia muitos latidos do cão e subiu no muro da casa de Micaely, quando o avistou em condições precárias e decidiu compartilhar uma foto da situação em sua página no Facebook. Duas horas depois, mais de duas mil pessoas haviam comentado o post.

Quando viu a publicação, a estudante de direito Danielly Fortilho, 29 anos, que integra grupo de resgate de animais em situação de abandono, foi até a casa de Micaely e socorreu Bolt com a ajuda de outras pessoas. O animal foi levado até a Clinivet, no bairro Vila Glória, e o tratamento é bancado pela professora Bruna Rajão, 29 anos.

Micaely registrou boletim de ocorrência contra Danielly na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) por invasão a domicílio. No entanto, Regiane teria ido na quinta-feira (19) até a delegacia e rebateu as acusações, dando sua versão dos fatos. Nesta segunda-feira (23), ela foi até a Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e de Proteção ao Turista) tentar registrar BO contra Micaely por maus-tratos.

A tutora de Bolt, hoje batizado com o nome de Thor, já falou à reportagem que o pegou de um caminhoneiro que não tinha tempo para cuidar do animal e há duas semanas estava cuidando dele. Ela relatou que comprou tijolo e cimento para construir uma casa e fez uma improvisada de lona para o animal não tomar chuva.

Hoje ela teria que ir buscar o animal na clínica, mas até o fechamento dessa matéria ainda não tinha ido. Segundo Regiane, Micaely só levará o cachorro mediante autorização judicial, já que está sendo acusada por ela de maus-tratos.

Rifa
Bruna, que banca o tratamento de Thor, afirma que está coletando dinheiro por meio de rifas e colaboração de amigos próximos. Quem quiser ajudar nas despesas do cachorro na clínica veterinária, pode ligar para ela no celular (67) 9248-9228, ir até a Clinivet (rua Rui Barbosa, 1.218) e entregar qualquer quantia para tratamento de Thor ou depositar dinheiro em sua conta corrente do Banco do Brasil (agência 3321-9, conta 150936-2) em nome de Bruna Souza David.

A veterinária Ana Lúcia relatou que Thor já foi submetido a exame toxicológico que apontou problemas neurológicos, afinal, o animal costuma latir para a própria sombra e morder o rabo. “Ele precisa de muita atenção e quem ficar com ele deverá estar ciente dos gastos com o tratamento”, conclui. Até o fechamento dessa matéria, Micaely não tinha ido à Clinivet buscar Bolt, agora Thor.

Fonte: Campo Grande News


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