Massacre de peixes continua mesmo com senciência comprovada


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/TheNewYorkTimes
Reprodução/TheNewYorkTimes

Em março, dois biólogos marinhos publicaram um estudo que mostrava raias mantas gigantes respondendo a reflexos de um grande espelho instalado em um aquário em Bahamas.

As duas raias em cativeiro circularam em frente ao espelho, sopraram bolhas e realizaram movimentos corporais anormais à medida que viam seu reflexo. Os cientistas concluíram que as raias pareciam perceber que suas imagens estavam refletidas ali, informa o The New York Times.

Esse reconhecimento no espelho indica autoconsciência, uma característica anteriormente conhecida apenas entre animais como grandes macacos, golfinhos, elefantes e gansos magpies. Geralmente, as pessoas não pensam em peixes como inteligentes e muito menos autoconscientes.

Porém, segundo o biólogo especializado em comportamento e emoções animais Jonathan Balcombe, há várias evidências que revelam que peixes pensam e sentem.

“Um peixe tem uma biografia, não apenas uma biologia”, ele escreve no The New York Times.

De acordo com o biólogo, muitos peixes caçam cooperativamente assim como leões. Uma garoupa foi observada convidando uma moreia para participar de uma incursão. Os dois peixes provavelmente se conheciam, o que mostra um grau sofisticado de organização.

Balcombe cita também o caso dos peixes-limpadores que tiram parasitas e algas de vários outros peixes que são seus ‘’clientes’’ e aguardam sua vez em uma fila ordenada.

Porém, nada disso é reconhecido por seres humanos. Todos os anos, cerca de meio trilhão de peixes são capturados de seu habitat.

Eles morrem por asfixia e esmagamento para servirem de alimento ou animais domésticos para humanos e até mesmo para serem criados em tanques.

Caso não tenham algum desses destinos, os peixes são atirados de volta ao mar, mortos ou à beira da morte, como se fossem acessórios indesejados.

Um exemplo é a população de atuns rabilhos que caiu 85% no Oceano Atlântico e 96% no Oceano Pacífico desde 1960.


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