Cientistas descobrem que apenas quatro fragmentos de RNA diferenciam humanos de macacos


Redação ANDA – Agência de Notícias dos Direitos Animais

Reprodução/DailyMail
Reprodução/DailyMail

Há 13 anos, quando todo o genoma humano foi sequenciado pela primeira vez, os cientistas ficaram chocados ao descobrirem que havia apenas 1,2% de diferença entre o DNA humano e o DNA de macacos.

Agora, um novo estudo revelou que grande parte dessa variação que existe entre os humanos e os grandes macacos, como chimpanzés, gorilas e bonobos, deve estar em outro tipo de material genético: o RNA, reporta o Daily Mail.

A partir dessa pesquisa, a equipe identificou quatro variantes de microRNA, como são conhecidas as cadeias curtas de RNA, que são encontradas em humanos e mudam a forma como o nosso DNA é decodificado.

Os pesquisadores disseram que esses pequenos fragmentos de material genético podem ter desempenhado um papel fundamental na evolução da espécie humana.

Dois deles foram encontrados em tecidos cerebrais e podem afetar genes que influenciam o funcionamento de neurônios e do cérebro em comparação com outros animais.

Os cientistas acreditam que as outras duas variantes de microRNA possuem um papel no desenvolvimento humano.

Em seu novo estudo, a doutora Alicia Gallego e seus colegas analisaram 1.595 moléculas de microRNA humanos para observar as diferenças em relação a outras espécies.

O trabalho constatou que apenas quatro fragmentos de microRNA possuem variações e comprimentos que parecem ser específicos dos seres humanos.

“Os microRNAs têm um papel claro na evolução e estão implicados em quase todas as funções biológicas e em muitas doenças, como o câncer e distúrbios neurológicos”.

Ao contrário do DNA, que é constituído por duas cadeias que formam uma dupla hélice, as moléculas de RNA são cadeias simples. Elas ajudam a traduzir a informação contida dentro do DNA em proteínas que desempenham funções nas células.


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