Protetores lutam contra o preconceito para salvar animais na Índia


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Danish Siddiqui/Reuters
Reprodução/Danish Siddiqui/Reuters

Os protetores de animais em situação de rua de Mumbai têm recebido várias críticas, muitas vezes violentas. Os argumentos usados pelos agressores contra a proteção animal, por sua vez, são previsíveis e equivocados.

Entre eles, há cobranças para que os protetores levem os animais para casa, auxiliem seres humanos em vez de animais e a falácia de que cães alimentados são uma ameaça, diz o Scroll In.

Embora ocorram inúmeros crimes de crueldade contra animais, os protetores mostram que ainda há compaixão e respeito. Seu trabalho normalmente envolve o fornecimento de alimentos, vacinação para prevenir infecções e doenças, primeiros socorros e iniciativas  para controlar a população de animais de rua.

Estima-se que há 30 milhões de cães nas ruas da Índia, um recorde em relação a qualquer país. Em 2015, um estudo publicado na PLoS Neglected Tropical Diseases revelou que entre as 59 mil mortes de animais de raiva do mundo, a Índia somou 20,847 mil, também a maior taxa global.

Há 22 anos, JennyLou Bhiwandiwalla começou a cuidar e alimentar 10 animais. Hoje, são 300 animais que recebem assistência, sendo que até agora três mil cachorros foram vacinados e castrados. Conhecer a lei a ajuda a continuar o trabalho: “A constituição indiana é a única no mundo que assegura direitos para os animais”, diz Bhiwandiwalla.

Mesmo com as críticas negativas, o artigo 21 da constituição do país protege todas as formas de vida, incluindo a animal, e o artigo 51A (g) impõe que os cidadãos tenham compaixão por todos os seres vivos.

Isso nem sempre foi assim. Até 1994, cães eram assassinados em Mumbai com a justificativa de controle da população. Eles eram recolhidos e enforcados, eletrocutados, envenenados, espancados até a morte ou liberados como presas em parques nacionais.


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