Pesquisa mostra que peixes explorados em cativeiro têm perda de 50% da audição


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/TreeHugger
Reprodução/TreeHugger

Com a contínua exploração de 85% de reservas marinhas do mundo, a indústria que explora peixes e outros animais aquáticos obtém uma receita anual de 60 bilhões de dólares.

A justificativa da necessidade de proteína animal faz com que os efeitos que essa indústria provoca em ambientes aquáticos sejam terríveis, mesmo com o avanço da aquicultura sustentável, informa o Tree Hugger.

Uma nova pesquisa da Universidade de Melbourne relata que os peixes sofrem perda auditiva. Os pesquisadores descobriram que 50% de salmões do Atlântico, o mais procurado mundialmente, têm uma deformidade no osso do ouvido, que é muito parecido com o ouvido interno de mamíferos.

Foram comparados peixes de viveiro e selvagens e foi reportado que a deformidade é muito mais incomum em espécies selvagens.
O principal autor da pesquisa Tormey Reimer diz que peixes de viveiro são 10 vezes mais propensos a ter essa deformidade do que peixes selvagens.

“Os ossos deformados são maiores, mais leves e mais frágeis, e há alteração na maneira como eles atuam em relação à audição “, diz Reimer.

Segundo a pesquisa, os peixes podem perder 50% de sua sensibilidade auditiva.

Para analisar a extensão do problema, a equipe de Melbourne juntou-se com o Instituto Norueguês de Investigação Natureza e examinou salmões dos maiores produtores do mundo: Noruega, Canadá, Escócia, Chile e Austrália. Foi constatado que, independentemente da origem do salmão, o problema é mais comum em peixes de viveiro.

“Algo no processo de exploração causa a deformidade. Agora precisamos descobrir qual é a raiz do problema”, diz Reimer.

“Ainda não sabemos exatamente como a perda auditiva afeta os peixes. No entanto, a produção de nimais com deformidades viola duas das “Cinco Liberdades”, que constituem a base da legislação que visa o bem-estar dos animais criados em fazendas de muitos países “, acrescentou.

Nota da Redação: Mais uma prova de que o “bem-estar animal” praticado pela indústria da carne é uma farsa, causando sofrimento e deformidades nos animais vítimas da reprodução compulsória e manipulação genética. 


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