Sociedade protetora Anima volta a pedir o fechamento do "canídromo"


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Divulgação

A Anima voltou ontem a exigir o encerramento do Canídromo, numa conferência de imprensa em que se propôs fazer tudo o que está ao seu alcance para bloquear a exportação de galgos para Macau. Em 2015, entre 260 e 280 cães tiram sido mortos pela Companhia Yat Yuen, alguns apenas um mês depois de chegarem ao território.

O fim do sofrimento infligido aos animais que competem no Canídromo e a restituição do espaço à comunidade continuam a nortear a agenda da Sociedade Protetora dos Animais de Macau. O organismo dirigido por Albano Martins convocou ontem uma conferência de imprensa em que assumiu a intenção de bloquear as exportações de galgos irlandeses para Macau com o propósito de pressionar o encerramento do Canídromo.

Esta é a mais recente estratégia de uma longa campanha da associação, à qual se juntaram várias organizações internacionais, para pôr fim às corridas de galgos no território. Por causa das provas, sustenta a associação, centenas de animais são mortos anualmente, após começarem a piorar a sua ‘performance’: “Nós nunca dissemos que os animais eram mortos ao fim de três corridas. O que nós dizemos é que à medida que os galgos vão crescendo são mortos, a maior parte das vezes porque os acidentes não lhes permitem mais correr”, explica Albano Martins.

Só no ano passado, e de acordo com as contas da Anima, terão sido abatidos entre 260 e 280 cães, alguns apenas um mês depois de chegarem à pista. Actualmente, há cerca de 720 galgos no Canídromo.

Se for bem sucedida na tarefa de garantir que as autoridades irlandesas proíbam a exportação de galgos para o território, a ANIMA estima que o funcionamento do Canídromo deixe de ser viável até ao final do ano, altura em que termina a licença de concessão do espaço.

Na opinião de Albano Martins, “a boa lógica seria se a decisão do Governo fosse o equacionamento do fecho”. O dirigente considera, no entanto, que o Executivo se tem mostrado omisso em relação à continuidade do Canídromo e teme mesmo que a licença atribuída à Yat Yuen volte a ser renovada. “O Governo não diz nada, continua a deixar entrar cães porque o mercado é livre, por isso os animais aparecem cá e não têm outra solução se não serem mortos, e é nisso que nós achamos que o Governo devia de ter uma intervenção rápida. Ele está a dar sinal de que no final do ano a concessão vai ser renovada, e isso enfurece-nos ainda mais”, sustenta.

Depois de ter garantido o fim das exportações de galgos da Austrália para Macau, A Anima vira-se agora para o único país que exporta galgos para Macau, a Irlanda. A campanha já começou e estão agendadas manifestações contra a venda em várias cidades do mundo. “A nossa estratégia é bloquear [os galgos] vindos de fora, já que o Governo não bloqueia internamente”, explicou o presidente da Anima.

Sem novos animais, o Canídromo “pode continuar a usar os 700 animais que tem por algum tempo, mas não os pode matar, e vai ter de reduzir o número de corridas”, atualmente 18 por dia, acima do mínimo exigido pelo Governo, 12.

Em contagem decrescente para o fim da concessão, a Anima convidou a Yat Yuen para um debate televisivo, mas não obteve qualquer resposta. “Demos-lhes uma oportunidade para apresentarem razões para se manter a pista. Queremos que o chefe do Canídromo, Lei Chi Man, nos mostre que os nossos dados estão errados. São cobardes, não têm coragem. Se têm motivos para o Governo apoiar esta indústria, mostrem-nos”, apelou.

O organismo dirigido por Albano Martins convidou também a Associação de Proteção de Animais Abandonados de Macau para um debate similar, por considerar que o organismo é parcial à manutenção do Canídromo. Apesar de assumir as divergências com a associação presidida por Yoko Choi, a Anima apelou à participação na marcha organizada pela APAAM no passado sábado, pedindo aos que participassem na manifestação em nome da associação que não envergassem cartazes em prol do fecho do Canídromo.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Ponto Final Macau


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