Polícia Civil recupera filhote de gavião sequestrado de parque em São Carlos (SP)


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Divulgação

A Polícia Civil de São Carlos (SP) recuperou um filhote de gavião-carijó que foi furtado do Parque Ecológico no último fim de semana. Um tratador de animais, que retirou a ave do local e a vendeu por R$ 200 para um garçom, e o comprador foram detidos para prestar depoimento. Ambos não permaneceram presos porque não houve flagrante.

O tratador vai responder por sequestro qualificado de confiança (por ser responsável direto e ter acesso à ave) e o comprador responde por receptação. A prefeitura informou que abriu um procedimento disciplinar, de acordo com a CLT, e o funcionário municipal foi suspenso até a conclusão do inquérito.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Maurício Antônio Dotta e Silva, representantes do parque foram à delegacia na segunda-feira (25) prestar depoimento sobre o desaparecimento de um pássaro que estava que estava no viveiro.

Investigações
Durante as investigações, os policiais descobriram que um funcionário municipal que trabalha como tratador de animais tinha acesso a ave. Detido, ele confessou que vendeu o gavião por R$ 200 para um garçom, que estava preocupado com os maus-tratos que estavam acontecendo com o pássaro.

A polícia foi à casa do garçom onde encontrou o pássaro dentro de uma gaiola. O rapaz confirmou que ele pagou os R$ 200 pela ave.

Procurado pela EPTV, o tratador do parque não quis comentar o caso. Informou apenas que a ave não se alimentava há sete dias, fato que foi comunicado à direção, mas nenhuma providência foi tomada.

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Segundo ele, o gavião só come se deixar o alimento no bico porque é um animal dependente e foi criado no berçário desde pequeno. Mas deixavam carne na gaiola e ele não comia. O tratador afirmou também que apenas esta ave se encontrava nessa condição e que os outros animais são bem tratados.

Caçador paciente
De plumagem variada, conforme a região de ocorrência, o gavião-carijó (Rupornis magnirostris) possui tonalidade cinza ou parda. Chega a 40 centímetros de comprimento e os machos são 20% menores que as fêmeas. Entre os rapineiros, ocorrem mais comumente em centros urbanos.

Paciente, fica esperando até o melhor momento de capturar as presas, que costumam ser artrópodes, pequenos répteis, pássaros e roedores.

Durante o período de reprodução, o macho é responsável por alimentar a fêmea e vigiar o ninho, construído no alto das árvores de 3 a 15 metros de altura. O casal da espécie pode ser visto planando em círculos vocalizando um para o outro durante vários minutos.

Fonte: G1


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