Mulher acusa vizinho de matar cachorro com chute em Porto Alegre (RS)


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Um cachorro morreu após ser agredido por um homem quando a tutora passeava com o animal na noite de quinta-feira (28) no bairro Santana, em Porto Alegre (RS). Segundo Isabel Cristina Maciel Luz, 48 anos, o cão Theo, da raça Yorkshire, foi chutado após fazer xixi na calçada em frente a um prédio. Um morador teria se incomodado com o ato.

Vivendo no bairro há 11 meses, quando se mudou com o marido e a filha, a professora relata que levou o cachorrinho para passear por volta das 19h. Ela andava com o animal, preso na guia, pela Rua São Luiz, onde há bastante movimento de pessoas e estabelecimentos comerciais. O cão fez xixi na calçada em frente a um prédio. Em seguida, segundo ela, um homem saiu do edifício e se aproximou.

“Eu estava de costas e ele veio, me xingou de ‘vagabunda’. Eu fui pedir desculpa, e ele deu um chute tão forte que levantou o cachorro. Ele caiu e não conseguia mais se mexer”, conta a mulher. Ela relata que o agressor ainda fez ameaças a ela. “Ele dizia que ia pegar uma arma em casa. Era um homem enorme, fiquei com medo”, acrescenta.

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Desesperada, ela socorreu o cão e o levou ao veterinário às pressas. No entanto, Theo não resistiu e morreu. “Ele fraturou o baço, o rim, as costelas, teve traumatismo craniano”, detalha a mulher, aos prantos. “Nem deu tempo de fazer a cirurgia”, lamenta.

A mulher registrou boletim de ocorrência na 11ª Delegacia de Polícia da capital. No documento, há a descrição física do homem: branco, cerca de 1,86m de altura, gordo, com idade entre 55 e 60 anos, calvo. Usava camisa xadrez, calça jeans e botas de couro.

No entanto, a identidade dele ainda não foi confirmada. A Polícia Civil investiga. “Pelo que consta aqui, é mesmo o vizinho dela. Mas precisamos ter um nome, um endereço, algo mais específico para identificá-lo”, afirma o delegado Adilson Carrazzoni dos Reis, titular da 11ª DP e responsável pelo caso.

Conforme ele, um termo circunstanciado de ocorrência (TCP), que é o registro de um fato tipificado como infração de menor potencial ofensivo, por crueldade contra animais, deve ser remetido ao Fórum para apuração.

Transtornada com o caso, a família não pretende ter um novo animal deompestico. “Ele era como um filho. Foi muito sofrimento”, diz a professora.

Fonte: G1


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