Tigre que vivia em reserva da Índia é condenado por tribunal a passar o resto da vida em zoológico‏


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Divulgação
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A Suprema Corte da Índia determinou que um tigre do parque nacional de Ranthambore chamado “T-24” ou “Ustad”, não merece clemência e foi sentenciado a passar o resto da vida em um zoológico como punição, após especialistas terem o apelidado de “comedor de homens”.

O conservacionista especializado em tigres Ajay Dubey questionou a decisão de retirada do tigre de seu habitat e de envio do mesmo para o Sajjangarh Zoological Park a muitos quilômetros de distância, em Udaipur (Rajastão).

Argumentando diante de uma banca de juízes, a advogada Indira Jaising afirmou que acusar Ustad de devorador de homens é injusto, uma vez que não houve provas conclusivas para “condenar” o tigre como responsável por quatro mortes humanas nos últimos cinco anos.

“Há uma diferença entre um tigre que habitualmente caça humanos, e tigres que podem ter tido encontros ocasionais com pessoas e que se sentiram provocados por elas”, explicou a advogada.

Tigers envolvidos em encontros casuais não devem ser removidos de seu habitat natural, e evidências contra Ustad podem ser melhor atribuídas às suas reações nesses tipos de encontros”, declarou Jaising.

A banca insistiu que a segurança humana está em jogo, e por isso não seriam necessárias provas e testemunhas. Jaising dirigiu-se à Autoridade Nacional de Preservação de Tigres (NTCA), que estabeleceu um procedimento padrão (“SOP”) para tratar situações nas quais humanos foram atacados por tigres. Ela questionou se um tribunal pode considerar um tigre culpado por ataques instintivos, usando o argumento de que os animais não podem ser punidos por se comportarem naturalmente e em sua própria defesa.

“No caso de T-24, documentos revelam que o comitê não foi formado de acordo com o SOP, e não houve nenhuma tentativa séria de se coletar evidências que possam levar à conclusão de que Ustad seja perigoso para humanos. Na falta de recursos para tais salvaguardas, foi tomada uma determinação apressada e T-24, um dos tigres mais populares de Ranthambore, foi tido como o responsável por ataques a pessoas e realocado de um santuário para um zoológico”, continuou ela.

Os juízes continuam a recusar a petição dos defensores de Ustad, e pretendem enviá-lo para viver definitivamente no zoológico.

“Eu venho rastreando T24 na natureza desde 2012, antes do seu caso ter se tornado ‘uma sensação”, e agora continuo a seguir sua trágica história até o cativeiro”, disse o cineasta Warren Pereira, que está na fase final de produção do documentário “Tiger Number 24”, que fala sobre o animal. “Eu espero que a sua história possa lançar uma luz sobre o verdadeiro tratamento dado à preservação dos tigres no mundo em que vivemos”, disse ele.


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