Aumenta número de casos de maus-tratos a animais no Piauí


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Divulgação

Jumentos aprisionados, há mais de 20 dias, em local úmido e sem alimentação, pela Prefeitura de Jaicós, Centro-Sul do Estado. Um cachorro amarrado junto a uma motocicleta é arrastado por uma estrada de Bom Jesus, no Sul do Estado. Treze galos, transformados em animais violentos por apostadores de dinheiro, são resgatados pela Polícia Militar, no município de Água Branca. Estes são casos de maus-tratos a animais registrados nos últimos dias no Piauí.

Quem acompanha essa situação mais de perto sabe que a incidência de casos de agressão e abandonos de animais acontece quase que diariamente e em uma proporção muito maior. Segundo Shayana Raianny, vice-presidente da ONG Protetores de Patinhas, em Teresina, a organização recebe em torno de 5 a 6 denúncias de maus-tratos a animais semanalmente, um número assustador. Além disso, outro tipo de maus-tratos, o abandono, é registrado diariamente pela ONG, numa média de 4 casos por dia.

“Geralmente a vizinhança de algum agressor é quem denuncia o caso, daí a gente vai até o local para verificar e fazemos a denuncia à polícia. Maus-tratos a animais é um crime, as pessoas precisam entender isso e continuar denunciando”, afirma.

A vice-presidente conta que muitos não denunciam os casos por medo de alguma retaliação por parte do acusado, por esta razão procuram as organizações que trabalham pela defesa dos animais para que sejam porta vozes delas. “Como muitos têm medo nós fazemos a denúncia e entramos com todo o processo para que esse animal seja retirado do seu tutor”, diz.

No caso do animal permanecer com o tutor, este precisa assinar uma documentação garantindo que irá zelar pelo bem-estar do animal.

De acordo com o artigo 32 da Lei 9.605/1998, Lei de Crimes Ambientais, é crime praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A pena para o agressor é detenção de três meses a um ano, e multa. Ainda, nos incisos 1 e 2 do mesmo artigo, incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. Nestes casos, a pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

Conscientização
A vice-presidente da ONG acredita que o trabalho de conscientização da população é muito importante para a redução do crimes contra os animais, por esta razão, a Protetores de Patinhas, assim como outras organizações do Estado trabalham para que a população receba informação sobre o respeito aos animais e sobre como denunciar os casos de agressão. Além disso, as organizações realizam mutirões de adoção, ofertam abrigo temporário para animais abandonados e cuidados de saúde.

“Sempre buscamos conversar com as pessoas para que elas ao invés de maltratarem cuidem do seu animal. Ainda buscamos informar as pessoas para que denunciem, não esperem por uma Ong, pois elas mesmas podem ajudar na defesa dos animais”, encerra.

Fonte: Jornal Meio Norte


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