Foto mostra triste realidade da captura de animais marinhos pela pesca


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Arrastões marítimos em grande escala, nos quais se utiliza uma tecnologia extremamente agressiva e avançada para capturar tantos peixes quanto possível para fins comerciais – com a intenção de encontrar espécies como bacalhau, atum ou espadarte – frequentemente matam um inimaginável número de animais de outras espécies. Geralmente, mais de 40% dos animais pegos pelas redes são considerados como “captura acidental” (“bycatch”). Isso inclui golfinhos, tartarugas, raias-jamantas, pequenas baleias e tubarões – e a destruição que nós provocamos sobre a vida desse animais implica em consequências para a nossa própria sobrevivência de maneira que muitas vezes sequer nos damos conta.

Os tubarões, por exemplo, cumprem um papel vital, apesar de pouco conhecido, na luta contra as mudanças climáticas ao consumir animais que, em super populações, ingerem grandes quantidades de vegetais armazenadores de carbono, mantendo-os assim em um nível sustentável.

Há atualmente cerca de 400 espécies de tubarões vivendo nos oceanos por todo o planeta. Infelizmente, a Shark Foundation lista mais de duzentas dessas espécies como ameaçadas de extinção. A organização também aponta que mais de 100 das 400 espécies estão sendo exploradas comercialmente, e muitas de forma tão massiva que sua sobrevivência a longo prazo não pode ser garantida. Certas subespécies de tubarões sofreram o assustador declínio de 98 por cento em seus números nos últimos quinze anos.

Enquanto as populações de tubarões diminuem, as de suas presas aumentam, o que, por sua vez, significa mais vegetação armazenadora de carbono sendo consumida. Cientistas calculam que quando um por cento dessa vegetação é perdida, isso leva a 460 milhões de toneladas de carbono sendo liberadas na atmosfera – o equivalente às emissões geradas por 97 milhões de automóveis.

O grupo ativista de preservação marinha Sea Shepherd estima que 50 milhões de tubarões sejam capturados de forma não intencional por pescadores comerciais que usam longas linhas, redes e malhas. Paul Watson, fundador da Sea Shepherd, acrescentou que “uma das soluções para a mudança climática que muito poucas pessoas querem ouvir é que precisamos desativar as operações de pesca industrial para revitalizar a biodiversidade do oceano. Nós precisamos permitir que a natureza recupere o equilíbrio que nós prejudicamos…quando não houver mais peixes, os mares irão morrer e, quando o oceano morrer, nós morreremos!”

Entre os outros animais que costumam ser pegos em redes como captura acessória também estão espécies que desempenham papéis importantes no equilíbrio do ecossistema dos oceanos, como tartarugas, baleias, focas e golfinhos. Todos eles são ameaçados pelo aparentemente insaciável apetite humano por peixes.

Uma imagem trágica compartilhada pelo Public Broadcasting Service (PBS) mostra um exemplo do que ele chama “a verdadeira captura do dia”:

Foto: PBS
Foca fica presa em rede de pesca instalada para capturar peixes. Foto: PBS

Segundo a reportagem do One Green Planet, a nossa voracidade por ingerir peixes está despojando os oceanos de vida. Há estimativas de que ele estarão vazios de peixes até o fim do ano 2048 se as taxas de pesca atuais continuaram no nível atual. Dado o fato de que os oceanos nos proveem cerca de 70 por cento do oxigênio que respiramos, enquanto absorvem 30 por cento de gases de efeito estufa, a destruição dos ecossistemas e dos animais que neles habitam deve ser para nós um grande motivo de preocupação.

Além disso, peixes e animais marinhos são seres sencientes, inteligentes e capazes de desenvolver laços entre si, conforme ilustrado em matéria publicada recentemente pela ANDA.

A forma mais simples de ajudar a colocar um fim nessa matança desnecessária é deixar os peixes fora de nosso pratos. Conforme a reportagem, uma só pessoa que não consome animais marinhos pode poupar a vida de 225 peixes e 151 mariscos por ano. Ao reduzir a demanda mundial por peixes, estamos ajudando a assegurar que os animais marinhos – cujas mortes potenciais podem não estar incluídas nesses números – também sejam salvos.


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