Mais 8 mil aves marinhas aparecem mortas em lago no Alasca


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Binary plug
Foto: Binary plug

Quando foi pedida a sua opinião a respeito da morte em massa de pássaros “common murres” no Alasca em janeiro deste ano, o biólogo e pesquisador John Piatt, do Centro de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos (USGS) disse que não sabia o que o futuro reservava a esses animais.

Infelizmente, a saga da mortandade dessas aves marinhas acabou de ter uma reviravolta para o pior: cerca de 8 mil indivíduos foram recentemente encontrados mortos em outro evento de mortalidade massiva, no local mais improvável.

O que aconteceu no primeiro evento

Vale relembrar o início de 2016.

Conforme publicado pela ANDA, estimados 8.000 pássaros “common murres” muito magros, entre vivos e mortos, apareceram em uma praia de Whittier, no Alasca.

Parecia que muitos deles haviam morrido de fome, e os pesquisadores começaram a se questionar sobre o que teria levado os animais a não conseguirem obter alimento.

Segundo reportagem da Care2, não é fácil chegar à resposta a essa questão, porém as duas teorias hipotéticas na ocasião eram:

1. De acordo com o Associated Press, as temperaturas mais elevadas das águas, possivelmente devido ao aquecimento global ou ao padrão do El Nino, poderiam estar impactando os peixes que servem de alimento dos murres. Uma vez que a temperatura sobe até certo ponto, muitos peixes migram ou morrem

2. Fortes tempestades de inverno teriam tornado a caça mais difícil aos pássaros

O que aconteceu no evento mais recente?

As aves não apareceram mortas na praia como na primeira vez. Desta vez, os milhares de animais mortos foram encontrados a cerca de 12 milhas, em um lago de água doce, embora esses pássaros prefiram o oceano durante o inverno.

Conforme reportagem do Associated Press, Randy Alvarez, membro da assembleia do bairro, foi quem encontrou os animais. Ele acredita que os murres não encontraram comida no Pacífico e por isso voaram até Lake Iliamna para comer salmão. Alvarez acrescentou ter se surpreendido com o fato do lago não estar congelado, como é usual nesta época. “Eu achei que algo não estava certo”, disse ele.

A intuição de Alvarez estava correta. Aves marinhas como os “common murres” são como barômetros nos quais os cientistas se baseiam para avaliar a saúde dos ecossistemas marinhos.

John Piatt concorda que algo não esteja bem, e descreveu o fenômeno ao Associated Press: “Nós percebemos coisas sem precedentes nesse caso de morte em massa. Essa é uma delas. O fato de haver oito mil aves mortas em um lago é extremamente arrebatador. Eu nunca ouvi algo assim em nenhum lugar do mundo”.

De qualquer forma, a gravidade da situação não deve ser ignorada. A última contagem de mortes de “common murres” nos recentes eventos de mortandade em massa é de 36 mil indivíduos.

Foto: Olympic National Park
Foto: Olympic National Park

Apesar dos pesquisadores continuarem tentando desvendar essa crise, eles apenas se veem cada vez mais cheios de dúvidas. “Nós sequer sabemos o que não sabemos”, disse Piatt.

Assine a petição para transmitir aos cientistas um senso de urgência em continuar investigando essa triste saga. A saúde dos “common murres” e os nossos ecossistemas dependem disso.


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