Galinhas são perseguidas e maltratadas em evento anual de igreja nos EUA‏


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Change.org
Foto: Change.org

“Elas estão aterrorizadas, elas podem ficar doentes, podem reter os ovos, podem morrer de estresse”, disse Michelle Jones, diretora do Noble Animal Sanctuary em Prosser (EUA).

Um evento anual promovido pela igreja local no qual se persegue galinhas está gerando muitas críticas por parte da comunidade, e está até mesmo ganhando atenção nacional graças a um grupo ativista de direitos animais.

Jones disse ter ficado chocada no ano passado, quando leu um post no Facebook a respeito de sete pintinhos que ficaram feridos.

Ela disse que três morreram, e quatro ficaram gravemente machucados após terem sido dados como prêmio ao final do evento da Igreja Baptista Riverview, que fica na cidade de Pasco, em Washington (EUA).

“Há pernas quebradas, asas quebradas, elas têm sangue saindo de suas narinas e dos seus ânus, um deles tinha o bico quebrado”, disse Jones.

Foto: PETA
Foto: PETA

Ela conta que dois adolescentes jogaram galinhas da janela de um terceiro andar, em direção ao pavimento, e eles receberam os animais no evento, apesar do pastor ter negado isso.

“Nós não somos cruéis para com os animais”, afirmou o pastor John Paisley, balançando a cabeça. “Se nós tivéssemos ouvido algo assim, teríamos feito algo a respeito”, disse ele, complementando que “isso é o que se espera de um cristão”.

O pastor declarou que o evento foi criado para atrair o interesse das crianças para a igreja.

“Elas adoram! Nenhuma criança se machucou – é algo tão seguro”, disse ele.

No entanto, a ONG PETA discorda, atentando para o que acontece com os animais.

“Nesse evento, as galinhas certamente têm o sentimento de que irão ser engolidas, dada a violência dos atos, e como animais passíveis de grande sofrimento, elas merecem um tratamento digno, e não serem impiedosamente atormentadas sem possibilidade de se defenderem”, disse Gemma Vaughn, investigadora de crueldade animal da organização.

“Esta perseguição é cruel e desumana”, acrescentou Jones.

O pastor conta que a prática é uma tradição que vem sendo realizada há mais de 25 anos.

No entanto Jones, assim como muitos ativistas, argumentam que tal tradição precisa chegar ao fim. “O fato de algo ser uma tradição não significa que está certo”, disse ela.

Assine a petição pelo fim do evento cruel.


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