"Heroes"

Música de David Bowie será hino dos ativistas em manifestação contra matança de golfinhos‏

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Getty
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Milhares de manifestantes estarão cantando “Heroes” em frente à embaixada japonesa neste fim de semana após outra matança em massa da vida selvagem marinha. David Bowie dera permissão para que o seu hino de 1977 fosse a trilha sonora do documentário vencedor do Oscar, The Cove, que aborda a vergonha do massacre anual de golfinhos em Taiji, no Japão. As informações são do Express UK.

As águas de Taiji que ficam tingidas de vermelho após a matança das baleias e golfinhos tornaram-se um símbolo para os protestos globais contra a caçada.

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Foi no documentário de 2009, que focava o trabalho de O’Barry, o especialista em golfinhos que treinou Flipper para a TV antes de se tornar um ativista pela proteção da vida marinha, que apresentou a trilha “Heroes”. Bowie permitiu pessoalmente aos cineastas o uso da música por um valor irrisório, pois ele era um apoiador engajado na causa de salvar os golfinhos.

Ele até mesmo tinha uma tatuagem de um golfinho em sua panturrilha. O diretor do The Cove, Louie Pshioyos, disse: “David Bowie poderia ter cobrado de nós milhares de dólares pela licença de ‘Heroes’, para uso no documentário – nós não tínhamos esse dinheiro – mas poderíamos sonhar”.

“Astros como ele podem cobrar de seis a sete vezes o valor da licença…Ele fez com que os seus empresários ganhassem o mínimo absoluto e nós não pagamos nada pela música. Descanse em paz, Sr. Bowie – você é o herói”, disse o diretor.

Agora, os ativistas planejam cantar o hino quando se reunirem em frente à embaixada do Japão no centro de Londres, no próximo sábado, para protestar contra o massacre de Taiji.

Eles estarão marchando a partir da Praça Cavendish ao meio dia de sábado, e chegarão à embaixada em Piccadilly às 13:00.

A temporada de caça a golfinhos de Taiji ocorre anualmente, de Setembro a Março, e mais de 134 animais já foram mortos nos primeiros dias de 2016. Uma das organizadoras do protesto deste fim de semana, Nicole Venter, profissional da indústria da música, declarou: “David Bowie foi um grande defensor dos animais e, como muitos, ele era fascinado por golfinhos”.

“Ele foi um homem que recusou o título da nobreza, mas permitiu que ‘Heroes’ fosse usada em ‘The Cove’ por quase nada: ele era um gênio cuidadoso, compassivo e humilde”.

“Pouco mais de 24 horas depois do mundo perder uma de suas maiores lendas e outro massacre brutal já aconteceu – entre 35 e 40 golfinhos acabam de ser mortos em Taiji”.

Matança de golfinhos em Taiji tinge as águas de vermelho. Foto: Getty
Matança de golfinhos em Taiji tinge as águas de vermelho. Foto: Getty

“Nós estaremos tocando ‘Heroes’ em homenagem a David Bowie e seu apoio para a produção do documentário ‘The Cove’. ‘Heroes’ será agora o hino do movimento global de proteção aos golfinhos”, disse a ativista. “Manifestantes em frente à embaixada estarão mostrando ao mundo como os caçadores matam os mamíferos marinhos em Taiji – esfaqueando-os na coluna vertebral com uma barra de metal afiada, levando a uma morte lenta e de sofrimento excruciante”.

Para evitar que as águas fiquem vermelhas de sangue, um pedaço de madeira é inserido nas feridas dos animais. Enquanto muitos golfinhos são mortos para consumo humano de suas carnes, outros são vendidos para parques marinhos. Para Ric O’Barry, a chave para parar com o massacre está em Londres – a cidade natal de Bowie.

Ele disse: “Londres tem a chave para a abolição do massacre de golfinhos de Taiji. Eu realmente acredito nisso. Há milhões de defensores de animais no Reino Unido, e muitos estão na área londrina. “Tragam seu cartaz, suas bandeiras, mostrem suas próprias cores. Mas não fiquem em casa sem fazer nada. Juntem-se a nós e ajudem a abolir esta loucura. Já basta”.

Assista ao trailer do filme “The Cove”:

1 COMENTÁRIO

  1. . Não precisavam lembrar que ele recusou o título de nobreza, pois nem todos consideram isso como algo elogiável, quando se sabe que ele aceitou homenagem do governo francês. Portanto a justificativa que ele deu, de não estar no mundo artístico para receber comendas e coisas assim, não era verdadeira. Ele até usava a medalha francesa na lapela. Para muitos foi falta de patriotismo e um desrespeito às tradições de seu pais. Eu não sei seus reais motivos, com certeza não foi o oferecido ao público. Por isso não devia ser lembrado como algo bacana, porque também meio que ofende a seus colegas e amigos pessoais ( Paul McCartney, Elton John e Mick Jagger) que aceitaram o título. Como se ele fosse melhor do que os colegas de estrelato. Para elogiar seu linda atitude de concordar com o uso da música por preço irrisório ( mas teve preço) não era preciso elogiar uma atitude que, talvez, não seja digna de elogios. Firmando só na parte positiva, eu adoro a musica Heroes ( que foi feita contra o muro de Berlim), sou fanzoca do Bowie ( tenho quase todos seus discos e seguia sua carreira desde 1969) e amo os golfinhos. Me arrepio de horror com esta matança. Também segui o filme Cove desde quando estava sendo feito, participando do site e ajudando na divulgação e fazendo o que pediam e que podia ser feito pela internet. Lembro que recebi e-mail informando sobre o Oscar, me incluindo entre os participantes. “A vitória é nossa’, disseram. Portanto gostei imensamente da notícia. Gostaria de ter um tele transporte para estar presente na manifestação em Londres. Melhor dizer, antes que fique parecendo que sou contra David Bowie apesar de ser fãi ,que sou maravilhada com muitas coisas lindas que ele fez na vida demonstrando grande compaixão e verdadeira amizade aos amigos. David era daqueles que visitam os amigos doentes, que oferece a mão quando precisam. Ele custeou os estudos do seu afilhado, filho de Marc Bolan. Ele ajudou a Tina Turner, o Peter Frampton, o Iggy Pop, e muitos outros. Ele foi uma espécie de babá do Sean Lennon, quando mataram John. Até o buscava na escola para passear, ajudou a cuidar dele. Ele era impressionante. Uma alma linda e fiquei enlutada com seu passamento. Mas não disse a verdade sobre a recusa do título. Ninguém é perfeito. O que importa é a luta pelos golfinhos, que agora ganha lindo hino.

  2. O Holocausto não acabou, pelo menos não para os animais!
    Só não entendo porque a grande mídia (principalmente a televisiva) nunca divulga essas barbaridades!

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