Casal cancela férias para procurar cão desaparecido no Rio de Janeiro


Desde o último dia 11, a rotina do casal de professores Leonardo Alves da Silva, de 37 anos, e Cíntia dos Santos de Sousa, de 31, se resume à procura incansável por seu cãozinho. O Fox Paulistinha Fubá, de 5 anos, está desaparecido desde aquele dia.

O animal estava na hospedagem Matilha Escola para Cães, na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, quando, de acordo com o responsável pelo local, fugiu do enforcador durante um passeio e não foi mais visto. Desesperado, o casal cancelou as férias na Bahia e começou a peregrinar pelas ruas. Já foram distribuídos mais de 400 cartazes e o número de compartilhamento nas redes sociais aumenta a cada dia.

“A gente está numa luta. Estamos transtornados, exaustos. Não conseguimos comer nem dormir direito. Hoje, por exemplo, acordamos com telefonema de um taxista às 7h dizendo que tinha visto ele 7h em Olaria (na Zona Norte). Pulei da cama, coloquei uma roupa qualquer e fui correndo. Mas não era o Fubá”, contou Leonardo.

Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

O professor acusa o responsável pela hospedagem, Sandro Andrade, de negligência, e comenta: “Ele disse que o Fubá se assustou com um outro cachorro que tentou atacar e fugiu do enforcador. Meu cachorro não tinha esse perfil. Ele ia partir para cima também. Além disso, o responsável não fez uma mobilização sequer. Eu e minha esposa que cancelamos as férias, voltamos e organizamos um grupo de buscas com amigos. Hoje estamos recebendo ajuda de pessoas que sequer conhecemos. Já ele disse que saiu só com a esposa dele. Ia achar como?”.

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal.

Ainda de acordo com o professor, Sandro alegou que Fubá estava com sua coleira com a placa de identificação e os telefones do tutor quando fugiu, mas não há como confirmar isso.

Registro e processo

Leonardo procurou uma delegacia para registrar uma ocorrência contra a hospedagem. Mas conseguiu apenas fazer um boletim de fato atípico, na 15ª DP (Gávea) – RO número 015-00181/2016. Ele já procurou uma advogada e pretende mover uma ação contra a Matilha por danos morais e materiais.

“O Fubá é uma pessoa da família para a gente. Nós o adotamos ainda filhote. Friso que dinheiro algum vai suprir a ausência dele. Mas quero que ele (o dono da hospedagem) nunca mais faça isso. Só a gente sabe a dor que estamos sentindo”, comenta o tutor.

Dono de hospedagem nega negligência

Procurado pelo EXTRA, Sandro Andrade, dono da Matilha, negou que tenha sido negligente com Fubá.

“Estava passando com ele na esquina das ruas Conde de Agrolongo com Nicarágua. Veio um cão de rua por trás. No que o Fubá se assustou, ele conseguiu sair do enforcador. Esse tipo de coleira, para frente aperta, mas ele foi pra trás e conseguiu tirar o pescoço (do enforcador). Tentei ir atrás. Mas ele é muito rápido. Saiu correndo com o vira-lata atrás dele”, contou.

Sandro disse ainda que tem procurado pelo cachorro: “Desde então eu estou procurando. Eles (Leonardo e Cíntia) acham que eu não procuro direito. Mas estou divulgando. Só não tenho como colocar (outras) pessoas (na busca). Podia estar em casa, colocar advogado, mas tudo bem”.

Ele alegou ainda que trabalha no ramo há 20 anos e nunca passou por uma situação como essa. “Foi uma fatalidade. Entendo o lado deles. O cão é como um filho. Mas volto a dizer: foi uma fatalidade”, disse.

Fonte: Extra


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