Vivos-vazios


A filósofa Sônia T. Felipe emprega o termo vivo-vazio para designar animais separados de outros membros de sua espécie pela ação humana, indiferente à necessidade de constituição da mente ou espírito animal. A privação da interação com seus pares, o isolamento mental, torna o animal um vivo-vazio. Seu corpo está ali (um vivo no formato ou padrão biológico e genético de sua espécie orgânica), mas privado da mente que o distinguiria na configuração de sua espécie de vida.
Se pegarmos algumas dicotomias discriminatórias, como homem-mulher, adulto-criança, humano-animais; veremos que em toda a historia o homem reduziu mulheres, crianças e animais não humanos, a meros corpos, objetos descartáveis, a objetos vivos desprovidos de sensibilidade e consciência, são tratados como vivos-vazios, ou seja, passiveis de invasão, exploração, uso, desmembramento e execução.
O mero corpo, um objeto, sem alma, sem consciência, para a tradição filosófica moderna, é sinônimo de algo desprovido de dignidade, não são pessoas conscientes de si.


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