Travessias evitam atropelamentos de animais em rodovia no interior de SP


Nenhum atropelamento foi registrado em um mês após inauguração (Foto: Reprodução/ TV TEM)
Nenhum atropelamento foi registrado em um mês após inauguração (Foto: Reprodução/ TV TEM)

Travessias por entre árvores e subterrâneas são as responsáveis por deixar zerado o número de atropelamentos de animais na Rodovia Nequinho Fogaça (SP-139), ou Serra da Macaca, em São Miguel Arcanjo (SP). Inaugurado em 22 de novembro, o recém-inaugurado trecho tem 33 quilômetros e corta o Parque Estadual Carlos Botelho, local de preservação ambiental da Mata Atlântica. Os trabalhos custaram R$ 54,7 milhões e levaram dois anos para ficarem prontos, diz o governo estadual.

Outro diferencial em consideração com a fauna local foi a velocidade permitida até 40 km/h. Assim, caso os animais atravessem a rodovia, o motorista tem tempo para desviar. Mesmo com as precauções, se um acidente ocorrer um ambulatório foi criado na estrada para atender animais atropelados. A via tem um fluxo diário de 450 veículos e muitos desses passam pelo local por passeio, diz o consultor ambiental Ciro Cruvinel.

“Esse conceito de rodovia determina que não seja simplesmente uma rodovia para ligar dois pontos, que seja uma rodovia para contemplação da natureza também. E através do controle de acesso estamos verificando que muitas pessoas vêm justamente para isso, não vem para ir ao litoral ou ir a outro município, mas para conhecer a rodovia e a natureza do Parque Carlos Botelho”, afirma Cruvinel.

Ao invés de asfalto, foram utilizados para a construção da via 10 milhões de blocos de concreto. Segundo o diretor regional do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Orlando Arantes, os blocos impedem o aquecimento elevado do solo e, por terem sido colocados manualmente em cima de uma camada de areia, permitem a drenagem. “Não tem um superaquecimento no pavimento, pelo concreto ser totalmente diferente do asfalto comum. Esse foi o fundamento principal para que se escolhessem.”

Segundo Arantes, a obra tinha a permissão da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para retirar 50 mil metros quadrados de vegetação, mas apenas 7 mil foram retirados. Para o gestor do Parque Estadual Carlos Botelho, José Luiz Camargo Maia, esse investimento é o mínimo que deve ser feito para preservar o Meio-Ambiente. “É muito importante que as pessoas tenham a consciência da riqueza desse projeto, que exige respeito e uma atitude diferente perante a Natureza”, destaca.

Fonte: G1.


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