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Passagens de fauna são úteis para animais e humanos

Por Mike Mullen (Tradução: Dhamirah Hashim/ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais)

Foto: Patricia Crammer
Foto: Patricia Crammer

Um farol percorre uma estrada de duas pistas de uma hora após o pôr do sol na pequena cidade de Princeton. De repente – e tarde demais – a luz bate em um músculo peludo e um par de olhos brancos brilhantes. Um cervo.
A motocicleta de Roger Claassen colide com o animal e ele é jogado no chão. Passantes vêm em seu auxílio, mas, em seguida, uma minivan vem correndo da mesma maneira. O motorista desvia para evitar a multidão e, em vez disso, bate em Claassen, ainda no chão, e o mata.

Este acidente, que aconteceu no final de outubro, foi uma das estimadas 35.000 colisões entre cervos e veículos que a população de Minnesota terá este ano. A nível nacional, existem mais de um milhão de acidentes, com US$ 1 bilhão em danos materiais, 10.000 feridos e 200 mortes por ano. O Departamento de Transporte de Minnesota (MnDOT) diz a motoristas para estarem alertas e “esperar o inesperado”, especialmente ao amanhecer e entardecer em meses de outono, quando o período de acasalamento de cervos coincide com a temporada de caça.

Passagens de fauna – túneis e pontes cobertas de grama que permitem a animais atravessar estradas sem precisar se esquivar de carros – se provaram extremamente eficazes em reduzir o número de acidentes.  Esses recursos pró-animais apareceram pela primeira vez na Europa, e foram adotados mais recentemente no Canadá, no Parque Nacional de Banff.

Quando os canadenses se convenceram de que os animais estavam realmente usando algumas estruturas construídas na década de 1980, eles concordaram em desembolsar US$ 6 milhões para cada par de passagens de 60 metros usado agora por alces, veados, lobos e ursos, entre outros.

Depois que os animais descobriram como usar os cruzamentos, as taxas de acidentes despencaram. O número de colisões nessas áreas caiu em 95 por cento.

Existem alguns exemplos americanos, e a maioria se concentra em proteger animais tais como as panteras ameaçadas da Florida, a escassa população de lince de Colorado, ou tartarugas do deserto do Oeste. O maior sistema dos EUA foi construído em Montana, onde, por insistência de tribos nativas americanas, uma expansão de rodovia alavancou recursos federais para construir dezenas de vias para espécies culturalmente importantes.

A ideia de pontes para cervos normalmente parece risível, afirma Patricia Cramer. Então ela mostra um vídeo para as pessoas: usando câmeras remotas estacionadas em Montana e Utah, a pesquisadora da Universidade Estadual de Utah registrou a passagem segura de cerca de 60.000 cervos.

Cramer se pronunciou em Pierre, Dakota do Sul, em uma reunião com os principais engenheiros de transporte do estado. Dakota do Sul não possui nenhum cruzamento ainda, um fato do qual ela foi lembrada na sua viagem de volta para casa.

“Oh, meu Deus”, exclamou ela, por telefone, mudando de faixa para evitar o atropelamento. “É só sangue e tripas por toda a estrada.”

A despesa pública total de uma colisão entre animais e veículos sem ferimentos humanos é de US$ 17.000, incluindo reboque, reparação, eliminação das carcaças, e perda de produtividade do trabalho. Uma estrutura de US $1 milhão que evita 58 acidentes de acontecer paga a si mesma.

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