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Cães australianos são exportados para sentença de morte na Ásia

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Cão-australiano

Dezenas de galgos considerados “lentos demais” para corridas na Austrália foram enviados para a Ásia para sustentar uma indústria de corridas cruel onde os cães são mantidos em celas quase prisionais e frequentemente mortos. As informações são do The Sydney Morning Herald.

Dezenas de treinadores e tutores australianos exportaram seus cães para países como a China e Macau, revelou uma investigação pelo programa da ABC 7,30. Até 30 galgos australianos estavam sendo enviados para Macau a cada mês para substituir os cães que são regularmente incinerados na instalação Canidrome, em Macau, de acordo com o relatório apoiado por provas obtidas pelo grupo de direitos animais Animals Australia.

Mais de 800 cães são mantidos em condições precárias em jaulas, dezenas são destruídos a cada mês e um cão morre na pista todos os dias, estimam defensores dos direitos animais, de acordo com o relatório. “Para aqueles cães, é uma sentença de morte direta,” disse a diretora de campanha da Animals Australia Lyn White. “As condições são terríveis, são celas quase como prisões e, na verdade, é realmente como ser exportado para outro país e colocado no corredor da morte.” A prática não é ilegal, mas, sem os passaportes necessários, é contra as regras de competência estabelecidas pelo órgão australiano de corridas de galgos da Austrália.

Até 168 galgos foram exportados para a Ásia e o Oriente Médio, tudo sem passaportes, de acordo com dados obtidos do Departamento de Agricultura, somente de janeiro a agosto de 2015. O líder dos principais grupos de proteção animal de Macau, Anima, tem escrito para o consulado australiano em Hong Kong instando-os a acabar com a exportação de animais australianos para Macau. “O que eu quero que as pessoas da Austrália saibam é que animais jovens vão para Macau e eles são mortos sem opção de serem adotados”, disse Albano Martins.

Mas um mercado de corridas de galgos em expansão na China também está se aproveitando dos exportadores australianos de galgos, de acordo com o relatório.

A Animals Australia instou o ministro da Agricultura, Barnaby Joyce, a alterar a Lei de Controle de Exportação para que os cães não possam ser exportados sem a aprovação da indústria. Mas um porta-voz contou ao 730 que o Governo não acreditava que decretar o regime de passaportes iria atender as preocupações de bem-estar animal. A Greyhounds Australia havia criticado o governo por sua inação.

“A relutância do governo em atuar nas preocupações da indústria e da comunidade ameaça resultados adversos para o bem-estar dos galgos exportados e ameaça a posição da Austrália como um forte defensor do bem-estar animal”, disse o Chefe Executivo da Greyhounds Australia Scott Parker, em um comunicado.

*É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

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