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Cães e gatos são abandonados em ocupação de Porto Alegre (RS)

28 de dezembro de 2015
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Moradores foram retirados do local no último dia 14 | Foto: Guilherme Testa
Moradores foram retirados do local no último dia 14 | Foto: Guilherme Testa

No último dia 14 de dezembro, 350 famílias que ocupavam o terreno Fazendinha Bela Vista, no bairro Rubem Berta, em Porto Alegre, deixaram para trás seus casebres e um triste rastro de abandono de animais. Moradores da região acionaram o vereador Rodrigo Maroni (PCdoB) para mostrar que o terreno, onde as moradias foram demolidas por patrolas de uma empresa particular, virou um cemitério de animais que estavam presos em coleiras dentro das casas e local de abandono de duas dezenas de outros que perambulam entre o lixo.

O vereador pediu providências à Secretaria de Defesa dos Animais (Seda), que prometeu encaminhar para o Ministério Público a solicitação de recolhimento dos filhotes. Sandra Bettanin, moradora da região há 51 anos, vem alimentando os animais que ficaram no terreno desde a desocupação. “No dia da desocupação, de tão nervosos que estávamos, não pensamos em chamar os órgãos de proteção”, diz Sandra, que adotou uma cadela. De acordo com os moradores do entorno do terreno, o proprietário prometeu cercar a área quando tudo estiver limpo.

Socorro para abandonados

Os constantes latidos indicam a passagem de algum desconhecido junto ao portão em frente à casa, localizada na tranquila rua Ricalde Marques, no bairro Jardim São Pedro, zona Norte de Porto Alegre. Porém, ao escutar com mais atenção é possível perceber que se tratam de vários latidos diferentes. Mais precisamente, de 30 animais, das mais variadas idades, raças e tipos de pelagem. A maioria foi abandonada no local, trazendo preocupação e alguns transtornos à família da moradora Luciana dos Santos. Isso porque faltam condições necessárias e recursos suficientes para mantê-los. “Simplesmente jogam os cães dentro do terreno, porque o pátio é grande, mas não sabem como é difícil cuidar deles”, diz ela.

Josefina Husemnn, a mãe de Luciana, conta que muitas pessoas passaram a deixar os animais ali. “Cuidamos de todos, damos amor. Mas não é fácil o dia a dia, porque é preciso um volume considerável de ração. Estamos sempre precisando de doações. Tudo é bem vindo”, destacou. O desafio é tentar garantir os cuidados mínimos aos cães, é construir um segundo canil, com grades e proteção aos animais. Segundo elas, toda a doação é aproveitada: cercas, tijolos e telhas. Quem quiser auxiliar pode entrar em contato pelo fone (51) 9264-5659.

Fonte: Correio do Povo

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