Questões éticas e sociais permanecem sobre pesquisas com babuínos


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Uma família de babuínos/Foto: Pixabay
Uma família de babuínos/Foto: Pixabay

Desde que o presidente David Boren anunciou que a o programa de babuínos da Universidade de Oklahoma (OU) será encerrado no prazo de quatro anos, os ativistas têm se preocupado com o futuro desses animais. Enquanto as esperanças dos babuínos serem enviados para um santuário são altas, não há refúgio capaz de alojar as centenas de animais que se acredita estar na instalação, e uma listagem recente da OU indica que os babuínos ainda estão sendo comercializados para o seu destino anterior – para serem vendidos às instalações de pesquisa.

Em 2015, registros do Instituto Nacional de Saúde (NIH) indicam que a instalação recebeu mais de US $ 2 milhões em dinheiro de concessão para criar animais para serem explorados em pesquisa. Enquanto ativistas de direitos animais dizem que os babuínos não são bons sujeitos de pesquisa e que já existe uma abundância na cadeia de abastecimento, pesquisadores da OU dizem anualmente que mais babuínos são necessários para a pesquisa. Os Recursos de Pesquisa de Babuínos da OU abriga duas colônias de babuínos, um dos quais é uma colônia Specific Pathogen Free. No âmbito do programa de babuínos da OU, pesquisadores financiados pela NIH podem comprar babuínos para pesquisa ou subcontratar para realizar o estudo na universidade.

A colônia de babuínos SPF foi iniciada em 2002 e exigia que os bebês fossem removidos de suas mães no prazo de 24 horas após o nascimento e criados em uma creche. A pesquisa OVID Medline revelou que nos últimos cinco anos, 1.028 publicações científicas utilizaram os babuínos como modelo animal. Em 1996, o Los Angeles Times publicou um editorial pelo Barão L. Miller, um advogado com ligações aos direitos animais. “… Os babuínos não são objetos inanimados”, escreveu Miller. “Pelo contrário, como nós, eles experimentam a vida, pensam e se comunicam, têm família e amigos, sentem alegria, contentamento, medo e dor, procuram conforto, confiança. Ou seja, eles partilham conosco os atributos que tornam a experimentação em seres humanos condenável.”

*É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

 


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

CRUELDADE

PROTEÇÃO ANIMAL

ALERTA

VITÓRIA

INVESTIGAÇÃO

FLÓRIDA

JAPÃO

AVANÇO

COMPORTAMENTO


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>