Acipa: história de amor aos animais que está perto do fim


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A Acipa (Associação Cidadã de Proteção aos Animais), principal entidade que abriga cães em situação de risco em Cascavel anunciou o fim das atividades. Ainda não se sabe o destino dos 300 animais que estão no local. A ONG (Organização Não Governamental), que iniciou suas atividades em 2007 abrigou mais de 10 mil animais em oito anos com trabalho de vacinação, reabilitação e castração. De acordo com a presidente da entidade, Laurenice Veloso, não é mais possível absorver os custos com ração, pagamento de uma funcionária e impostos.

Laurenice diz que os problemas aumentaram já que para a realização de feiras de adoção em praça pública, agora é necessário pagar R$ 274,74 mensais. “Não temos como continuar”, afirma. A entidade diz não ter mais força para lutar em busca de auxílio do município e a única alternativa é encerrar as atividades oito anos após o início dos trabalhos. A Acipa entrará em contato com a Promotoria Pública do Meio Ambiente para informar a situação atual e pedir para que a Prefeitura assuma a responsabilidade e tutela pelos cerca de 300 cães abrigados no local.

O secretário de Saúde Reginaldo Andrade, disse que a entidade precisa se regularizar para que o Município possa auxiliar com castrações de animais, por exemplo. “Se ela não se prontifica a se regularizar infelizmente não tem o que ser feito”, observa. No mês passado, foi realizada uma reunião com as ONGs que cuidam de animais e foi informado da necessidade de cadastramento.

Sobre a taxa para participar de feiras, o secretário diz que não é possível isentar apenas uma entidade, já que todos os que participam pagam o valor. De acordo com Reginaldo, a entidade tem toda a documentação necessária para fazer o cadastro e se adequar a legislação, mas nunca demonstrou interesse.

A prefeitura entende que se a entidade vai encerrar as atividades é de responsabilidade da Acipa os 300 animais que estão abrigados no local. “A partir do momento em que deu entrada na entidade, ela é responsável”, avalia Reginaldo.

A prefeitura também divulgou nota informando que o setor Zoonoses da Secretaria de Saúde oferece o serviço de castração. No dia 12 de novembro, o setor realizou reunião com ONGs e protetores de animais para esclarecimentos sobre o fluxo de serviço e apresentou propostas de parcerias para abrigar.

A prefeitura diz que uma portaria do Ministério da Saúde editada o ano passado e que tem foco a saúde pública restringe procedimentos relacionados a tratamento, abrigamento e bem estar animal. A legislação prevê que todas as ações estão direcionadas ao controle de doenças transmitidas ao homem, sendo que a castração só pode ser realizada pela Secretaria de Saúde nas áreas de risco epidemiológico para zoonoses.

Segundo a nota, o Município de Cascavel estará realizando as castrações em forma de gestão compartilhada com a Secretaria do Meio ambiente para poder contemplar os casos de animais abandonados intermediado por ONGs e que não se encaixam nos critérios do Ministério da Saúde.

Fonte: CGN


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