Saiba como evitar problemas com os animais durante as festas de fim de ano


(Foto: Divulgação)
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O Natal está chegando! Essa é uma época de reunir a família, decorar a casa, comer bem, dar e ganhar presentes e festejar com música alta e fogos de artifício. Mas como ficam os animais durante essas festividades?

Dar um animal de presente de Natal é uma opção escolhida por muitos, principalmente para as crianças. O médico veterinário Rodrigo Arnaldo de Carvalho afirma que ganhar um animal, normalmente, é uma alegria imensa. Mas alguns cuidados devem ser tomados ao escolher dar um animal de presente. “É preciso saber se a pessoa que irá ganhar o animal tem disponibilidade de tempo, espaço, condição financeira, amor. Criar um cão ou um gato não é só comprar uma boa ração e levá-lo ao pet shop para banhos”, explica.

Mas, quando você já tem um animal, conciliar a decoração de Natal com os animais pode não ser uma tarefa fácil. A estudante Luiza Steinert, de 21 anos, mora em Araçoiaba da Serra (SP) e tem seis gatos e dois cachorros em casa. Ela conta que adotou todos esses animais ao encontrá-los na rua. Luiza afirma que deixar a decoração de Natal no lugar é uma tarefa difícil. “Os gatos dão muito trabalho! Os enfeites pendurados são um convite pra eles pularem. O que alcançarem eles arrancam e saem brincando”.

Já Francine Galdino, estudante de Jornalismo, de 22 anos, tem dois cachorros: o Max e o Caco. Os dois são pequenos, mas adoram brincar com a decoração de Natal. “Não adianta deixá-los fora de casa, eles acabam dando um jeito de entrar. E não tem jeito: o Max insiste em dormir embaixo da árvore!”, comenta a estudante.

Para evitar que os animais destruam a decoração, o veterinário Rodrigo diz que é importante posicionar os enfeites em locais que sejam de difícil acesso para eles. Ele afirma que se deve evitar enfeites de vidro, com formatos pontiagudos ou materiais cortantes e perfurantes.

Outro desafio que os tutores de animais domésticos enfrentam é acalmá-los durante a tradicional queima de fogos de artifício no Ano Novo. Francine afirma que é preciso estar sempre perto dos cães durante esses eventos e deixá-los dentro de casa ou levá-los para um local longe dos fogos. Já para Luiza, a preocupação é que os animais não se assustem com o barulho e fujam com os cachorros que ficam na rua.

O veterinário diz que existem formas para amenizar o estresse nos animais. “Colocar algodão nos ouvidos é uma alternativa. Outra opção seria diminuir ou abafar o barulho externo, colocando-os em um local seguro, onde eles não tenham chance de se machucar ou fugir, para que se sintam mais calmos”. Rodrigo explica que, em casos extremos, pode-se usar tranquilizantes, mas alerta que ao optar por essa alternativa é importante sempre ter o acompanhamento de um médico veterinário.

Ceia de Natal

E tem ainda a preocupação com a ceia de Natal! Você costuma dar alimentos dessa refeição para seus animais? A Luiza, tutora de seis gatos e dois cachorros, diz que sabe que não é recomendado fazer isso, mas que sempre acaba dando um pouco dos alimentos da ceia para os cães e gatos. “Eles ficam rondando, miando…olham com uma carinha tão fofa! É impossível negar”. Já Francine diz que resiste ao olhar meigo dos animais e evita dar comidas diferentes das habituais para seus cães. Mas afirma que é preciso estar atenta, pois, se deixar pratinho de doces ou salgados dando bobeira, os animais comem.

O veterinário explica que deixar que cães e gatos comam ou bebam os produtos tradicionais da ceia pode ser perigoso. É preciso, inclusive, ficar atento com comidas e bebidas que caem no chão. Ele afirma que se o animal ingerir bebida alcoólica pode ficar inconsciente, ter diarreia e vômitos e, se for consumido em grande quantidade, o álcool pode levar o animal a ficar em estado de choque ou entrar em coma alcoólico.
Quanto à comida, ele afirma que “toda a ceia pode fazer mal ao seu animal, devido aos temperos e composições nutricionais. Ao ingerir um alimento diferente do habitual, ele poderá desencadear alguns fatores do trato digestivo, como diarreia, gastrite, apatia, entre outros”.

O veterinário afirma que, no fim de ano, o mais importante é o cuidado que o proprietário deve ter com seu animal. “É essencial sempre ficar de olho no que o seu melhor amigo de quatro patas está aprontando!”, finaliza.

Fonte: G1


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