Cruzamentos consanguíneos ameaçam guepardos de extinção


Cientistas russos da Universidade Estatal de São Petersburgo mapearam felinos africanos Foto:Press Photo
Cientistas russos da Universidade Estatal de São Petersburgo mapearam felinos africanos Foto:Press Photo

Cientistas da Universidade Estatal de São Petersburgo publicaram um estudo em que afirmam que a principal causa da diminuição na população de guepardos é o acasalamento consanguíneo.

Única espécie restante do gênero Acinonyx, o guepardo tem como habitat a savana e vive na África, na península Arábica e no sudoeste da Ásia.

Agora, a semelhança genética dos cruzamentos consanguíneos estão deixando os animais suscetíveis a vírus e atrapalhando em sua reprodução.

Os pesquisadores russos estudaram o genoma do guepardo africano, que está sob risco de extinção, analisando 7 genomas do guepardo: 4 genomas da Namíbia e 3 da Tanzânia.

Com os genomas decodificados, os guepardos tiveram, pela primeira vez na história, seus sequenciamentos completos.

Com isso, descobriu-se que a perda da diversidade genética nos guepardos foi de 90% a 99%, em relação a outros felinos.

Declínio

Duas quedas acentuadas ocorreram na diversidade genética dos guepardos. A primeira foi há cerca de 100 mil anos, durante a migração dos animais da América do Norte para a Ásia e, posteriormente, para a África do Sul.

O segundo momento aconteceu entre 10 e 15 mil anos atrás, quando o número de guepardos voltou a diminuir abruptamente e a procriação passou a se realizar por cruzamentos consanguíneos.

O estudo também explica o porque é de transplantes de pele de um guepardo para o outro não serem rejeitados.

Depois de estudar os genes que respondem pelo sistema imunológico do predador, os especialistas constataram que

Além disso, os pesquisadores detectaram que os guepardos têm apenas algumas diferenças nos genes que respondem pelo sistema imunológico – enquanto o ser humano tem centenas delas.

Por alguns desses genes estarem quebrados, os guepardos podem facilmente receber enxertos de outros indivíduos. Mas, muitas vezes, podem morrer em decorrência de vírus que não representam qualquer perigo mortal para outros membros da família dos felinos.

“Com os resultados por nós obtidos, as organizações que se dedicam à preservação da população de guepardos poderão determinar se é necessário ou não transferir os animais para um meio ambiente mais favorável do ponto de vista genético, para que eles gerem uma prole saudável e fértil”.

Fonte: Gazeta Russa


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