Sem dinheiro, ONG suspende resgates de animais em Valadares (MG)


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“Essa é a Xuxa? Fazendo festa pra mim desse jeito?” perguntou surpresa Silvana Soares, presidente da Associação de Proteção e Bem-Estar Animal (Aprobem), que há cerca de quatro anos realiza resgate e tratamento de animais abandonados em Governador Valadares. A Xuxa em questão é uma cachorrinha sem raça definida. Há dois meses foi resgatada pela ONG e hoje recebe tratamento em um lar temporário. A surpresa de Silvana é resultado da transformação realizada na personalidade do animal. De tão agressiva que era, foram necessárias três tentativas antes que a cadela pudesse ser tirada das ruas. Hoje dócil e bem tratada, está pronta para ser colocada em processo de adoção.

Casos de recuperação como este estão ameaçados, pois nesta semana a Aprobem divulgou um comunicado informando que não tem recursos para realizar novos resgates. No mês passado, a ONG foi contemplada com grande doação de ração, mas com aproximadamente 30 animais acolhidos em lares temporários, a entidade tem ainda despesas altas no custeio de consultas, remédios e tratamentos.

“Nós tínhamos uma dívida de R$ 1.500 em clínicas verterinárias da cidade. Com as doações, venda de camisetas e bazares nós conseguimos quitar. Mas não há recursos para fazermos novos resgates, porque damos prioridade a casos mais graves, como risco de morte, fêmeas prenhas ou com filhotes. Esses tipos de casos costumam ficar caros, demandam consultas em veterinários, às vezes cirurgias e tratamentos que não são baratos”, relata Silvana.

A preocupação maior da associação é devido à época do ano. Segundo a presidente, em dezembro aumentam os casos de abandono de animais. “Existem pessoas que não têm responsabilidade. Querem viajar e soltam o animal na rua. Só existe animal abandonado porque uma pessoa não foi suficientemente responsável para cuidar. Não deu a proteção necessária”, critica Silvana.

Para dar conta de acolher os cães resgatados, a Aprobem tem o apoio de cinco lares temporários, onde voluntários disponibilizam a casa como abrigo enquanto o animal passa por tratamento, antes de estar apto a ser adotado. Um desses lares é a casa da designer gráfica Mariana Reis, que há um ano é voluntária da associação. Ela explica que todos os custos com alimentação e saúde dos cães são custeados pela entidade. “O que eu ofereço é amor e paciência. A Xuxa, por exemplo, chegou muito agressiva, hoje já aceita carinho de desconhecidos”, relata. Para a designer, mais pessoas poderiam acolher os animais abandonados.

Fonte: G1


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