Macaco alcoólatra é resgatado do cativeiro


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

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Foto: Flickr

Cerca de 15,000 primatas são mantidos como animais domésticos nos Estados Unidos e outros milhares ao redor do mundo. Indivíduos que adquirem primatas como animais domésticos podem achar que são fofos e inteligentes – os tornando ótimos companheiros – mas na realidade são muito mais que isso.

Compondo o horror do comércio de primatas está a maneira como são adquiridos. A maioria dos primatas vendidos no comércio de animais silvestres são tiradas da natureza ainda filhotes, suas mães sendo mortas durante a captura. Essa experiência é especialmente traumática para uma espécie que é dependente de suas mães e que geralmente vive em grupos familiares bem unidos. Desde então, são forçados a viver em recintos pequenos, não-naturais e privados de sua habilidade de manter comportamentos naturais. Consequentemente, podem se tornar agressivos e agir de maneira perigosa para eles mesmos e para seus tutores.

Primatas em cativeiro, assim como muitas espécies, também sofrem de comportamento estereotipado. Esses comportamentos são repetitivos e não servem nenhum propósito ou função, mas podem ser prejudiciais para o animal. Esforços para obter algum controle frequentemente acabam levando tutores a administrar medicamentos ou abusando fisicamente dos animais para estabelecer dominância. À medida que os animais crescem, tutores inevitavelmente começam a perder controle enquanto os primatas se tornam mais fortes, destrutivos e demandam mais atenção.

Mesmo com todas as razões para não obter primatas e outros animais silvestres como animais domésticos, as pessoas continuam a comprá-los e alimentar o comércio ilegal de vida silvestre no processo. O que muitos não percebem é que esses animais são mais do que mercadorias, mas indivíduos que sofrem. Esse fato é incrivelmente evidente no exemplo de um macaco que foi recentemente resgatado da vida como animal doméstico no Chile.

Nicolas, um macaco, estava sendo mantido em cativeiro em uma loja em Santiago, Chile. Quando era jovem, seus tutores retiraram suas presas para que não se mostrasse uma ameaça a eles, uma prática relativamente comum e muito dolorosa. Não muito tempo depois, começaram a dar cigarros para Nicolas como forma de entretenimento e lhe suprir com álcool. “Gostavam de ver suas reações quando estava bêbado. Ele ficava mais agressivo e isso os fazia rir,” explicou a veterinária Nicole Rivera Helbig. Tanto que ele ficou literalmente viciado na substância. Nicolas começou a mostrar agressividade como resposta ao álcool, mas seus tutores acharam isso divertido e não assustador, já que o animal não mais apresentava uma ameaça à sua segurança.

Após anos de abuso, Nicolas foi resgatado por autoridades e transportado ao Centro de Reabilitação de Primatas em Penaflor. Junto com outros 150 animais traficados ilegalmente, ele continua a receber tratamento. “Álcool, cigarros e drogas são as coisas mais comuns dados aos macacos por tutores abusivos, porque vêem isso como uma brincadeira,” continuou Rivera. O que esses indivíduos cruéis enxergam como brincadeira tem um custo horrível para os animais. Embora Nicolas esteja a caminho de sua recuperação, há vários outros como ele que podem nunca ser resgatados dessa vida ou receber a ajuda de que precisam.


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