Reino Unido condena comércio e consumo de carne de cachorro na Ásia


Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

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Divulgação

Num debate na Câmara dos Comuns do Reino Unido, um debate sobre o comércio de carne de cachorro na Ásia realçou os níveis de crueldade com os cães envolvidos na indústria, e os riscos à saúde humana associados ao consumo da carne. As informações são do Dog Magazine.

Nos meses recentes, um número crescente de celebridades britânicas se juntaram à onda de ativistas de direitos animais pressionando governos e pedindo um fim ao comércio. Ricky Gervais, Dame Judi Dench e o ator e ativista de direitos animais Peter Egan estavam entre os outros que recentemente encabeçaram uma campanha e petição organizada pela Fundação Soi Dog da Tailândia. A petição pede ao governo tailandês para parar a exportação de cães da Tailândia para Laos e Vietnã, para satisfazer a demanda de carne de cachorro nesses países.

A China permanece como a maior consumidora de carne de cachorro na região asiática, contando cerca de 20 milhões de cães mortos por ano, segundo ativistas. O infame Festival Yulin de Carne de Cachorro, que acontece todos os anos na província de Guangxi, é responsável pela morte e consumo de mais de 1o.000 cães mortos e consumidos em apenas 48 horas. Ativistas dizem que os animais são tratados de forma desumana, amarrados e presos em gaiolas pequenas e superlotadas, e então esfolados vivos, em alguns casos. Também existe um mito de que quanto mais adrenalina estiver correndo pelo corpo do cachorro no momento da morte, mais saborosa será sua carne.

O Vietnã é o segundo maior consumidor de carne de cachorro da região, com cerca de 5 milhões de cães tendo o mesmo destino nos milhares de matadouros primitivos ao redor do país. A demanda é tão grande que há estimativas sugerindo que até 70% dos cachorros consumidos são cães sequestrados de famílias. Nos dois últimos anos existiram vários incidentes de ladrões de cães linchados pelos moradores furiosos, e até moradores sendo mortos pelos ladrões.

Durante o debate, o Membro do Parlamento Rob Flello falou de cães “alojados e transportados nas condições mais repugnantes nas quais eles mal podem se mexer, e mortos nas maneiras mais cruéis e dolorosas”. Ele acrescentou “É comum para o animal ser agredido, enforcado ou eletrocutado, e, em alguns casos, para o animal ser jogado totalmente consciente em um caldeirão com água fervente – qualquer coisa que garanta sofrimento máximo.”

Outro Membro do Parlamento, Gavin Robinson descreveu o comércio como “barbárie internacional”.

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