Audiência Pública: "Febre Maculosa, matar capivara resolve?"


Por João Rodrigues Filho/ Redação ANDA

(Foto: Camila Moreira/AAN)
(Foto: Camila Moreira/AAN)

Visando pôr fim à morte indiscriminada de animais a pretexto de controle da febre maculosa, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo promove, no próximo dia 25/11, Audiência Pública com o tema “Febre Maculosa: Matar Capivaras Resolve?”.

Recentemente, um condomínio de luxo localizado em Campinas/SP obteve autorização do Estado para matar cerca de 20 capivaras que viviam às margens dos lagos existentes no local. As capivaras foram acuadas e mortas nas próprias dependências do condomínio, sob registros fotográficos e protestos de alguns poucos moradores que colocavam-se a favor dos animais. O caso é ainda discutido judicialmente.

Em Sorocaba/SP, uma família de capivaras também foi removida de um condomínio de alto padrão construído à margem de recursos naturais propensos à vida desses animais. A legalidade da operação foi questionada pelo Comitê Municipal de Direitos Animais da cidade, por meio de representações ao Ministério Público e à Corregedoria do município.

Ambos os casos repercutiram na mídia local e foram objeto de manifestações por ativistas e ONGs de proteção animal.

A Febre Maculosa Brasileira (FMB) é causada por uma bactéria do gênero Rickettsia e transmitida a humanos pela picada do carrapato da espécie Amblyomma sculptum, conhecido como carrapato-estrela. Caracteriza-se por ter início abrupto, com febre elevada, cefaléia e mialgia intensa e/ou prostração, seguida de exantema máculo-papular, predominantemente nas regiões palmar e plantar, que pode evoluir para petéquias, equimoses e hemorragias. O tratamento precoce é essencial para evitar formas mais graves da doença.

Devido à divulgação desacompanhada de informações precisas acerca da transmissão da doença, as capivaras passaram a ser tidas por vilãs, e são comuns relatos de mortes violentas desses animais.

O que a maioria das pessoas desconhece é que diversos outros animais podem ser hospedeiros do carrapato-estrela, como cães, galinhas, cavalos, bois, porcos, gambás, coelhos, tatus, cobras e o próprio homem.

Animais humanos ou não-humanos picados por carrapatos infectados podem transmitir a doença a outros carrapatos por um período de no máximo 15 dias. Após isso, adquirem imunidade pelo resto da vida. Além disso, a transmissão não se dá entre hospedeiros, valendo ressaltar que para que um humano adquira a doença, precisa que o carrapato contaminado esteja aderido ao corpo por um período de 4 a 6 horas.

Todos esses prismas serão discutidos amplamente na Audiência Pública, sendo de extrema relevância a participação de representantes dos Direitos Animais – ativistas, juristas e técnicos.

Audiência Pública – “Febre Maculosa, matar capivara resolve?”
Local: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo – Auditório Teotônio Vilela
Av. Pedro Álvares Cabral, 201. São Paulo – SP
Data: 25/11/2015, das 19h00 às 22h00


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