Tenente acusado de matar buldogue depõe à CPI dos Maus-Tratos de Animais


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos de Animais da Câmara dos Deputados vai ouvir, nesta terça-feira (17), o depoimento do tenente Wilson Pedro dos Santos Júnior, da Polícia Militar (PM) da Bahia. O policial foi convocado para prestar esclarecimentos sobre o assassinato de um buldogue, em Teixeira de Freitas (BA).

Segundo o requerimento apresentado pelo deputado Ricardo Izar (PSD-SP), o tenente é acusado de ter matado o cão Apollo, um buldogue francês de quatro anos, no dia 13 de junho deste ano. O crime teria acontecido enquanto a advogada Bruna Holtz Carvalho passeava com seus dois cães, o buldogue Apollo e a golden retriever Bella. O policial é acusado de ter atingido o cão com três tiros e alega que o animal fez xixi no gramado da sua casa.

“O motivo vil alegado pelo policial demonstra a estupidez, a violência, o desequilíbrio e a periculosidade desse agente estatal, que praticou ato covarde, arbitrário e de desrespeito à vida, contrariando as premissas da corporação que integra”, disse o deputado.

Izar acrescenta ainda que a cena foi registrada pelas câmeras de segurança instaladas no condomínio e que o cão morreu imediatamente. Segundo ele, a advogada ainda conseguiu fugir do local e salvar a cadelinha.

Leishmaniose

Antes do depoimento do tenente, a comissão vai debater o aumento dos casos da leishmaniose no País e a adoção de programas de manejo populacional e descentralização dos serviços de bem-estar animal e vigilância epidemiológica. A deputada estadual Regina Becker (PDT-RS), que já ocupou o cargo de secretária especial dos Direitos Animais de Porto Alegre.

O debate sobre o controle epidemiológico de doenças como a leishmaniose foi solicitado pelo deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), por considerar que a expansão da leishmaniose não tem sido contida, embora a eliminação em massa de cães seja o foco principal das ações de controle de zoonoses. Na Câmara, uma das propostas em tramitação sobre o tema é o Projeto de Lei (PL) 1738/11, do deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), que cria a Política Nacional de Vacinação contra a Leishmaniose Animal e torna obrigatória a vacinação anual de cães e gatos contra a leishmaniose.

O deputado defende o encoleiramento, medida recomendada pela a Organização Mundial da Saúde (OMS), e esclarece que já existem estudos que comprovam a eficácia da medida preventiva. “O encoleiramento importaria em gastos menores do que os empregados com a matança, que é cruel e dispendiosa aos cofres públicos. Não se justifica continuar fazendo o que comprovadamente é caro, ineficaz e cruel aos nossos animais. “, pondera Tripoli.

Ele salienta ainda que o tema já foi debatido em audiência pública na Câmara em 2010, quando solicitou a realização de testes em municípios onde a leishmaniose estava matando seres humanos e animais. Nesses testes deveria ser realizado o encoleiramento de cães em massa, usando coleiras que continham a substância deltametrina. Durante a audiência em 2010, representantes do Ministério da Saúde se comprometeram a realizar os testes, explica o deputado.

A audiência pública ocorre no plenário 9, a partir das 14h.

Fonte: Câmara dos Deputados


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