Polícia apura envenenamento de animais em Ponta Grossa (PR)


Foto: Cristiano Barbosa
Foto: Cristiano Barbosa

Morador precisou levar cadela às pressas para veterinário após o animal ter ingerido ‘chumbinho’. Lei prevê até um ano de cadeia para responsáveis

Um morador do bairro de Oficinas, em Ponta Grossa, precisou levar a cadela doméstica às pressas para o veterinário durante a manhã desta quarta-feira (11). O animal foi vítima de envenenamento durante a madrugada. A suspeita é que moradores da região tenham cometido o crime, já que traços de rodenticida (conhecido popularmente como ‘chumbinho’) foram encontrados pelos veterinários.

O tutor do animal, Waldir Zarrochinski Junior, afirmou que percebeu o problema quando acordou, por volta das 7h. “Eu vi que [a cadela] estava passando mal, espumando pela boca, e corri para o veterinário. Chegando lá ele fez alguns exames e disse que poderia ser chumbinho.

O animal passou o dia internado e foi liberado por volta das 17h desta quarta-feira (11). O resultado dos exames confirmou para a presença de traços de rodenticida na boca da cadela. Os tutores pediram um laudo sobre o caso e levaram as informações para o 4º Distrito Policial de Ponta Grossa.

“O veterinário disse que isso era bastante comum antigamente, mas que agora é proibida a venda de chumbinho. Acreditamos que seja alguém da região que se incomode com algum barulho ou algo parecido, mas não pra ter certeza”, disse o tutor da cadela.

Como forma de ‘alertar’ outros apaixonados por animais domésticos, Junior fixou uma faixa no portão de casa com os dizeres ‘Hoje envenenaram um membro da nossa família. Amanhã pode ser da sua’. A ideia da faixa foi da mãe, que sentiu a necessidade de alertar sobre o envenenamento de animais.

O delegado Flávio Zanin, do 4º Distrito Policial, ressaltou a importância de registrar ocorrências como essas na delegacia de Polícia Civil. “É preciso trazer o máximo de informações sobre o que possa ter acontecido, inclusive o laudo de um veterinário. Nesses casos, o profissional serve como ‘perito’ para as investigações”, explicou o delegado. O caso será investigado pela Polícia Civil. A pena para esse crime varia entre três meses a um ano de detenção – a situação está enquadrada no artigo 32 da lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, do Código de Crimes Ambientais.

Família acredita em ação de vizinhos

A família responsável pela cadela acredita que moradores das proximidades tenham se incomodado com os animais. “Temos seis cachorros em casa, mas não existe a necessidade de fazer um ato desses. Moro aqui há 10 anos e nunca tive nenhum problema, sempre foi resolvido na base da conversa”, afirmou Waldir Zarrochinski Junior. O delegado Flávio Zanin ressaltou a importância do diálogo em situações que envolvam vizinhos. “A conversa pode minimizar ou resolver problemas atuais, evitando até mesmo ocorrências futuras”, disse.

Fonte: A Rede


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