Em extinção, ararinha-azul pode voltar para a natureza nos próximos anos


Existem 110 ararinhas-azuis registradas no programa de reprodução em cativeiro apoiado pelo Brasil Foto: SAVE Brasil/Divulgação
Existem 110 ararinhas-azuis registradas no programa de reprodução em cativeiro apoiado pelo Brasil
Foto: SAVE Brasil/Divulgação

Animal considerado extinto na natureza vítima do tráfico internacional, a ararinha azul pode voltar a voar na caatinga brasileira. O motivo é o sucesso da reprodução em cativeiro, que permitiu ampliar a população global da ave.

A volta da ararinha faz parte da meta do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-azul, criado em 2012. As primeiras solturas estão previstas para acontecer em 2021, segundo o plano.

Na época em que foi criado, as estimativas eram de que o número só chegaria a 150 naquele ano, mas a nova previsão é de que a quantidade seja atingida nos próximos dois anos.

Ao todo, são 110 ararinhas-azuis registradas no programa de reprodução em cativeiro apoiado pelo Brasil. Destas, 86 estão no Al Wabra Wildlife Preservation (AWWP), um criadouro particular no deserto do Catar.

As outras 24 aves estão divididas igualmente entre um cativeiro na Alemanha e outro no Brasil. No local em que ficam no Catar, a ararinha está junto a outros 2 mil animais de 90 espécies, todas ameaçadas de extinção.

No cativeiro, são aplicadas técnicas de inseminação artificial. Juntando os três espaços, nasceram 20 ararinhas, cinco delas por reprodução assistida. Quatro casais se reproduziram naturalmente.

A técnica é necessária, de acordo com biólogos, porque as ararinhas do cativeiro eram muito próximas geneticamente, e por isso as taxas de fertilidade eram baixas.

Fonte: NE10


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