Intolerância

Professor vegano é proibido de lecionar em MG por defender direitos animais

(da Redação)

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No dia 20 de outubro, o educador vegano e colunista da ANDA Leon Denis foi chamado a comparecer na escola em que lecionava, na cidade de São João Evangelista, Minas Gerais, para ser informado que estava oficialmente dispensado de sua função.

A ordem de dispensa foi dada pela superintendência de ensino localizada na cidade mineira de Guanhães no dia 15 de outubro. Ironicamente, o dia do professor.

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O educador Leon Denis é internacionalmente conhecido como pioneiro no ensino de direitos animais, ética animal e veganismo em escolas públicas no Brasil. Para tratar dessa temática em sala de aula, o educador  usa uma abordagem filosófica, lógica, histórica e científica. Os temas apresentados e trabalhados em sala de aula questionam as tradições e os costumes e mexem com o status quo sexista, racista, especista, e muitos outros preconceitos legados como naturais.

Justamente por questionar as tradições econômicas, religiosas, culturais, políticas e científicas em aula, de modo crítico, o educador começou a receber no final do segundo bimestre letivo muitas reclamações dos pais dos alunos. Reclamações que foram registradas na escola na forma de BO (boletins de ocorrência) e se estenderam até o mês de agosto. Segundo o educador, no mês de julho, em umas das reuniões em que foi chamado para ter ciência dos BOs feitos contra suas aulas, ele pediu uma reunião com os pais dos alunos para que pudesse ouvir pessoalmente as reclamações e assim poder explicar o teor das aulas, o que ele fala e o que ele não fala, a importância dos filmes e documentários indicados aos alunos, como A carne é fraca e Não matarás. A reunião pedida pelo educador para esclarecer os pais, mesmo sendo registrada em ata, nunca ocorreu. Os pais se recusaram a ouvir o docente.

O educador, que leciona a disciplina de filosofia, sabe que apresentar uma visão crítica do mundo, exigindo de seus alunos que pensem e reflitam sobre seus costumes é algo que gera desconforto nos familiares, na comunidade escolar como um todo e, por incrível que pareça, em muitos professores, colegas de profissão. Após ler as reclamações e denúncias registradas nos BOs, Leon levanta dois questionamentos: primeiro, como alguns pais, que se recusam dialogar com o docente, têm poder sobre uma entidade representativa da Secretaria Estadual de Educação, como a superintendência, decidindo a vida funcional de um profissional? Simplesmente porque não concordam com o que o professor fala em sala de aula. Segundo o educador, os BOs estão repletos de argumentum ad hominem (argumento contra a pessoa). E o segundo questionamento do educador é sobre seu direito de resposta, de defesa. Onde foi parar um direito constitucional?

Nas palavras do educador e escritor:

“Fui informado pelo inspetor escolar que estou impedido legalmente de lecionar durante os próximos três anos no Estado de Minas Gerais. Está na resolução SEE n. 2741/15. No dia do professor, 15 de outubro, deixei de ser professor. Quanta ironia e injustiça. Sou um espírito livre, e incomodo por isso. A filosofia crítica incomoda. A verdade dos fatos incomoda. E estou pagando o preço por ser adepto da veracidade como virtude. Por defender em aula todos aqueles que estão em constante estado de vulnerabilidade. Os grandes pensadores, aqueles que são minha fonte de inspiração, na filosofia, na literatura, nas ciências, nunca foram bem vistos pela teocracia, pela oligarquia, pelos mantenedores do status quo; pelo contrário, sempre incomodaram e foram caçados pelas ideias que defendiam.”

Nota da Redação: A redação vem esclarecer que segundo informações não foi culpa da escola, pois esta e o conselho de professores, quando solicitado, deram parecer favorável ao professor, (mesmo não concordando com a temática das aulas). Mas a superintendência de ensino da cidade de Guanhães ignorou isso e enviou um oficio de dispensa pedindo desligamento do professor sem justificar. Para registrar indignação pela dispensa / expulsão do educador acesse a Ouvidoria Geral do Estado de MG e manifeste sua opinião.

1 COMENTÁRIO

  1. Sem comentários, esse é preço que se paga por fazer as pessoas pensarem além. Há alguma coisa que possa ser feita ou que possamos ajudar? Temos comunidades de 50.000 pessoas pronto para ajuda-lo.

  2. É isso aí, Leon! Colocar o dedo na ferida incomoda! É o status quo reagindo para conseguir se manter.
    Mas estamos com você!
    Reclamando na ouvidoria, divulgando a notícia, fazendo a disputa, porque da luta não nos retiramos!
    Força aí!

  3. Entrei na página da Ouvidoria para protestar, mas o sistema deles dificulta tanto que não se consegue postar a reclamação. É um atentado ao exercício da cidadania o que estão fazendo com esse professor, que foi expulso simplesmente por pensar. O Brasil já vive menos do que o mínimo em matéria de cidadania. Solidariedade ao professor. A sociedade civil não se calará diante desta injustiça! Fora com os políticos, eleitos pelo voto, que tenham a ousadia de albergar essa injustiça. Que as urnas os rejeitem!

  4. Espíritos livres e questionadores são censurados e prejudicados nessa “matrix” estúpida em que vivemos, onde as pessoas são programadas e enganadas por seus falsos paradigmas, em sua luta servil pela sobrevivência diária, falsamente apresentada como “vida”… quem acorda e busca a evolução da consciência é taxado de pervertido, louco, desajustado, etc… pois os “fantoches sociais” se sentem ameaçados… o sistema não quer transformações! Tabus, preconceitos, pecados, salvações, competição, egoísmo foram desenvolvidos nesse “teatro de marionetes” forjado por consciências primárias! A sobrevivência da Terra e de todos os seus seres viventes, depende dessa transformação, desse acordar… atitudes como essa nos fazem andar para trás, nos fazem involuir…

    • Só li a notícia hoje e fiquei imensamente entristecida, ora como pessoa cidadã, ora como profissional de Ensino, Educadora. Como se não bastasse todo o ocorrido, pais fazendo BO (de estarrecer isso!) para um Professor porque ele ensina a cordialidade entre os seres, o respeito entre espécies e o questionamento daquilo que se faz e que deveria não ser feito.

      Em meus anos de Faculdade de Educação, como formação mesmo, freiriana =0), por sinal, aprendemos a fazer o alunado questionar suas vivencias e posicionar-se como seres de Direito, de Autonomia e de Responsabilidade, contextualizando cada passo dado, cada quebra de paradigma e o catapultar disso tudo.

      Professor Leon, não se abata, não se intimide com nada do que ocorreu. Assim como você, nosso querido Paulo Freire foi imensamente agredido e hoje é estudado até no Japão.

      Que esses responsáveis desfaçam isso e atentem que seus filhos são, antes de qualquer outra coisa, seres cidadãos e precisam de Educadores que os oriente a continuar sendo cidadãos, agentes do bem.

      ps: caro Guilherme, se eu puder, assino embaixo de seu valoroso comentário..

  5. A DITADURA VOLTOU !!! A CAÇA ÀS BRUXAS VOLTOU !!! VERGONHAAAAAAAAAAA !!! Criaturas insignificantes não podem mesmo conviver com gente de primeira grandeza, como o Leon Denis.

  6. Um absurdo sem tamanho!
    O que esperar de um país onde pessoas que ensinam o respeito, amor ao próximo, igualdade para todos os seres vivos e preservação da vida e da natureza são impedidas de lecionar…?
    Muito triste isto. Quem sai perdendo é a humanidade.
    O planeta todos os dias dá seu alerta do quanto está esgotado. Quando não tivermos mais tempo, quem sabe aí estas pessoas irão se dar conta do quanto este professor tinha razão!

  7. Não bastasse o absurdo de impedir o professor de trabalhar por fazer aquilo que todos os professores deveriam, ainda resta um processo administrativo levado a cabo sem contraditório e ampla defesa do processado. Pergunto: pode isso!?

    O Leon Denis deveria procurar um advogado!

  8. Vexame! Esse País está à míngua mesmo, em todos os sentidos! Tem tantos alunos e Profissionais que perseguem uns aos outros e vão logo criar caso com o Professor que é livre para expor as suas ideias? Aff! Graças a Deus que saí desta máquina de perseguição que virou a educação brasileira! Mas, educação? Que educação?

  9. Uma Escola que não admite questionamentos sobre o que se está ensinando aos alunos, que só prepara para os alunos viverem guiados pelos “mortos”, como bem o expressava Augusto Comte, realmente não merece o trabalho do Prof. Leon Denis. Lamentável a perda dessa experiência que é como um contraponto à cultura obsoleta tradicional, para os estudantes. Abraços abolicionistas! Animastê!

  10. Indignada!! Qual o fundamento legal para este professor ser afastado? Incrivel como o preconceito, o especismo e a ignorancia conseguem respaldo neste pais, a despeito do direito constitucional do professor de ministrar suas aulas de filosofia, A pagina da Ouvidoria está sem acesso para portestarmos. Tem outro link?

  11. Não foi a escola, pois esta e o conselho de professores, quando solicitado, deram parecer favorável ao professor, (mesmo não concordando com a temática das aulas). Mas a superintendência de ensino da cidade de GUANHÃES ignorou isso e desligou o professor sem justificar nem para a diretora. Ele foi informado que qualquer informação que tente obter sobre isso terá que protocolar lá na superintendência e a escola não poderá mais responder. Estão usando de burocracia para dificultar até a informação sobre a justificativa do seu desligamento.
    Ele entrará com recurso, mas estão dificultando as informações sobre como deve proceder.
    O professor Leon não tem condições de pagar um advogado, caso alguém se interesse pode entrar em contato com ele.

    • Olá Sarah R. dos Santos, temos um escritório de advocacia e somos adeptos do Veganismo. Temos interesse em representar Leon Denis, como entrar em contato com ele?

  12. Se houvesse mais professores como ele, certamente muitos alunos seriam libertados dessa prisão sistêmica, que só querem ganhar dinheiro com o respirar de suas vidas. Esse descarte de consciência social chega a ser um abuso. Pensar agora é crime. Que país é esse?!

  13. A reportagem poderia detalhar os motivos de ele ter sido dispensado. Quais eram exatamente as reclamações dos pais? Qual era o conteúdo desses BOs? De qual crime o professor foi acusado? O professor pode recorrer dessa decisão? Ele vai recorrer? O que a lei diz a respeito?

  14. Realmente, nesse país, pregar a verdade, o amor e a justiça é considerado anormal. O professor pode contar com todo o nosso apoio.. #GoVegan

  15. Que horror!
    Meu Deus!
    Onde fica isso?
    Que escola ultrapassada!
    Que povinho matuto ignorante.
    É por causa de pessoas assim que o homem não se evoluiu até hj.

  16. Professor, não desista de ser quem é, de pensar o que pensa e fazer o que faz nem abdique de sua ética a favor dos mais fracos, dos injustiçados e oprimidos porque eles continuam precisando de você, exatamente tal qual é. “Quando uma porta se fecha há sempre uma janela que se abre”. Parabéns pela coragem, tenha fé.

  17. ANDA, quem sabe se iniciássemos um abaixo-assinado/petição online nos manifestando contra o ocorrido, não chamaria atenção das autoridades!?? Esse caso merece justiça!

  18. É lamentável! Também sou professora, mas atualmente só me dedico à pós-graduação e pretendo sim levar o veganismo para a sala de aula. #soumaisprofessorleondenis :-/

  19. Claro que o texto deve ter sido escrito pelo proprio professor ou por alguem que conheça ele. Acredito que seja o proprio, pela forma de se “auto defender”.

    A questão é que a matéria filosofia é muito ampla para ficar em um assunto de “direitos dos animais” o ano inteiro. Outra coisa é que se fossem alunos de faculdade, não teria problema, mas adolescentes ou crianças que estão começando a formar suas opiniões, esse assunto é um pouco pesado. Comentar ou incentivar em uma aula ou outra, tudo bem, mas fazer disso um assunto rotineiro, fica dificil de entender isso como uma aula produtiva ou educativa realmente.
    Eu me lembro que minhas aulas de filosofia no colegio, eram variadas. Um dia falavamos sobre o mito do caverna, em outro sobre midia e outras formas de manter a sociedade alienada e por ai vai. Eram assuntos variados, sempre uma novidade e um assunto diferente.
    Faltou um pouco de “semancol” nesse professor.
    Se acontecesse comigo, eu acharia que o profissional só sabia sobre o assunto “direito dos animais”, afinal só leciona sobre isso.

    • Cara Larissa,
      Você não conhece o trabalho do professor Leon Denis. O Leon não trabalha “só direitos animais”. O professor Leon começa o ano trabalhando justamento sobre o mito da caverna. O professor trata também de vários temas considerados tabus pela sociedade, mas sempre estabelece relações entre as diversas formas de opressão. Só quem não consegue estabelecer relação entre racismo, sexismo e direitos animais é quem ainda é especista.
      As aulas dele são muito bem embasadas teoricamente em diversas áreas do conhecimento. Inclusive ele se utiliza de vários filosofos citados nos livros didáticos de filosofia para se fundamentar.
      Você acha pesado falar sobre direitos animais para adolescente? Pois você sabia que o próprio MEC dá abertura para tratar sobre isso nos PCNs? Você sabia que ele se fundamenta no próprio CBC do Estado?
      Antes de achar qualquer coisa e fazer juízo de valor busque conhecer o trabalho da pessoa. O que se pode fazer facilmente indo no canto direito do site e clicar na coluna Educação Vegana.
      Simancol é a senhora que está precisando antes de falar besteira sobre aqui que desconhece.

      • Veganos pedem respeito com os animais e com suas convicções, mas nunca vi vegano nenhum respeitar quem simplesmente não vai seguir seus preceitos. Desculpe, mas ensinar doutrinas pessoais é errado. Seria como pedir para um católico ensinar muçulmanos que Maomé não é o grande profeta e vice-versa.

        • Caro Alípio Melior, ensinar filosofia, direito humanos, direitos animais, ensinar as pessoas a refletirem sobre as interações humanas no planeta que dividimos (e não o possuímos como pensa a maioria dos humanos formatados por esse antropocentrismo bíblico arcaico), definitivamente, isto não é desrespeitar a opinião dos outros, é passar conhecimento científico e acadêmico e não frescurices como comentastes mais abaixo. Sem querer desmerecer a sua opinião, mas convêm informar-se melhor sobre esse tema para não fazer coro à esta injustiça, tal qual a Sercretaria Estadual de Educação, a escola e os pais desses alunos fizeram. Nem sequer aceitaram o debate de ideias antes de encerrar o processo. Lamentável.

        • Caro Alípio Melior, ensinar filosofia, direito humanos, direitos animais, ensinar as pessoas a refletirem sobre as interações humanas no planeta que dividimos (e não o possuímos como pensa a maioria dos humanos formatados por esse antropocentrismo bíblico arcaico), definitivamente, isto não é desrespeitar a opinião dos outros, é passar conhecimento científico e acadêmico e não frescurices como comentado mais abaixo. Sem querer desmerecer a sua opinião, mas convêm informar-se melhor sobre esse tema para não fazer coro à esta injustiça, tal qual a Sercretaria Estadual de Educação, a escola e os pais desses alunos fizeram. Nem sequer aceitaram o debate de ideias antes de encerrar o processo. Lamentável.

        • Caro Alipio, as “crendices, tradições e costumes” dos animais humanos (autointitulados “inteligentes”) já levaram muitas pessoas à forca, fogueira, guilhotina, câmara de gás e injeções letais. Sempre, por trás dessas “crendices, tradições e costumes”, estão a ignorância, arrogância e egoísmo humano, logicamente (e impiedosamente) ligados ao poder econômico e religioso. Lamentável as suas palavras! Imagino que você seja ainda um “carnista” (que se utiliza de carnes, leites e ovos de outros seres vivos indefesos e explorados) e que esteja, como milhões de outras pessoa pelo mundo todo, insensibilizado e indiferente se essas práticas estão destruindo toda a vida do planeta… repense suas escolhas, pela vida e pela compaixão!!! Abraços verdes

    • LArissa, desculpe, mas em qual planeta você vive? Num planeta de sonhos bonitinhos? A vida real é que nosso ensino atual é exatamente a REPETIÇÃO INCANSÁVEL de conceitos, crendices, costumes e tradições ULTRAPASSADOS e recheados nas entrelinhas de violência e fundamentalismo disfarçados de “bons costumes”. Leia mais e tente se informar das revoluções que o Veganismo está operando no mundo todo, em nome de todos os seres vivos e do planeta. Abraços verdes

  20. Estou indignada com essa atitude nossos professores merecem mais respeito e não me admira essa atitude da direção da escola onde até os alimentos transgênicos são proibidos de dizer que são cancerígenos professor Leon parabéns por disseminar a verdade.

  21. Pelo que li, tive a impressão de que a Superintendência de Ensino passou por cima do Conselho da Escola que se não me engano é deliberativo. Se foi assim que aconteceu, algo está errado e nesse caso cabe um levantamento legal ou seja ir para Justiça, para que o professor seja reconduzido. Ouvidoria não tem poder de mando. Esse fato relembra as injustiças cometidas pela Igreja na Idade Média, injustiças que custaram muitas vidas, erros pelos quais o Papa já pediu perdão. Isso é um escândalo! Deveria estar em toda os tablóides do planeta!!!! Minas Gerais retrocedeu na história.

  22. Prof Leon, gratidão! Você é um guerreiro da luz! Orgulhe-se! Vermes existem e muito na forma de humanos medrosos, covardes, inseguros, dignos de compaixão. Você é o começo da revolução pacífica chamada veganismo! E os pioneiros sempre são queimados na fogueira! A você todo o meu apoio e gratidão eternas!

  23. Deixo com respeito os comentários de cujo educado, cultural , intelectual, filosófico e tudo mais para dizer:
    O que pessoas com essa mentalidade estão fazendo dentro de uma Secretaria de Educação ou coisa parecida com poderes ainda senhor meu Deus?

  24. Hoje, acabei de entregar um artigo que fiz, para correção na Universidade e fala sobre isso. Segue abaixo, parte dele.
    A abordagem de temas transversais na escola com a temática das relações éticas entre seres humanos e os outros animais, ainda é pouco explorada. Uma análise histórica desta relação aponta a lógica antropocêntrica predominante, o que não contribui para a tomada de decisões que beneficiem o respeito a biodiversidade e as outras formas de vida. A ética ensinada na escola é uma ética antropocentrista? Trazer questionamentos sobre a interação entre o humano e a suas relações com os outros animais não humanos ao longo do tempo, significa ampliar as possibilidades de compreensão da própria espécie humana na interação com o mundo. Faz-se necessário, aos educadores elaborarem instrumentos que contribuam para superação de desafios, entre os quais, aqueles que possibilitem o desenvolvimento do pensamento crítico. O Ministério da Educação (MEC) ao tratar do tema no livro Diversidade e Currículo, publicado em 2007, sensibiliza os educadores por inserir temas interdisciplinares sobre a relação humana com a biodiversidade na escola;
    Que indagações o debate sobre a diversidade biológica traz para os currículos? A nossa abordagem em sala de aula e os nossos projetos pedagógicos sobre educação ambiental têm explorado a complexidade e os conflitos trazidos pela forma como a sociedade atual se relaciona com a diversidade biológica? Como incorporar a discussão sobre a biodiversidade nas propostas curriculares das escolas e das redes de ensino? Um primeiro passo poderia ser a reflexão sobre a nossa postura diante desse debate enquanto educadores e educadoras e partícipes dessa mesma biodiversidade (BRASIL, 2007, p.21).
    A educação também passa por modificações ao longo do tempo, inclusive levando em conta as relações humanas com os outros animais. Podemos perceber em publicação do livro “Vamos Cuidar do Brasil”, realizado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD), com apoio do Ministério de Educação e Cultura (MEC), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura (UNESCO), a seguinte reflexão: “que importa formar médicos, especialistas, advogados, juízes, políticos, professores, dentistas, garis ou comerciários que não estejam atentos para a vida como patrimônio e para o planeta como habitação de várias espécies?” (BRASIL, 2007, p.80).
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    Sendo assim, os direitos básicos, o respeito, os crimes, as crueldades, a proteção, a libertação dos animais são temas constantemente abordados na sociedade e estão contidos e estimulados pelo MEC e MMA. Os desafios do século XXI estão de algum modo, nos sacudindo, “invadindo” nossas escolas, se manifestando no dia-a-dia, sob a forma de gravidez de nossas adolescentes. (BRASIL, 2007). A falta destas discussões na sociedade pode ser resultado da falta de atualização, de interesse, ou pela persistência no discurso arcaico e antropocêntrico, de que os animais são inferiores, objetos, recursos naturais, seres irracionais. Privar, desconhecer ou omitir informações sobre a ética não vinculada apenas ao benefício humano, é atrasar o desenvolvimento da evolução, além de ir contra a educação contemporânea e ao que é estimulado nos documentos referenciais da educação brasileira:
    Agora, em pleno século XXI, já percebemos, no cotidiano, a urgente necessidade de transformações que resgatem o RESPEITO PELA VIDA, com justiça ambiental, eqüidade, diversidade, sustentabilidade e… beleza. Este é o desafio da Educação Ambiental na Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, ao ressignificar o cuidado com a diversidade da vida como valor ético e político, fugindo da equação simplista ambiente = natureza (BRASIL, 2007, p.7).
    Ainda que possa gerar discordância e dúvidas quanto à aplicabilidade de tais temas, as referências educacionais reforçam o papel a ser estimulado pelo docente:
    É preciso gerar indignação nas pessoas, inconformidade com as injustiças, sensibilidade para a dor alheia (seja ela qual e em quem for); é preciso desejar gente que olhe para a vida e tenha desejo de viver, de abraçar, de sorrir e fazer diferença diante

    • É preciso gerar indignação nas pessoas, inconformidade com as injustiças, sensibilidade para a dor alheia (seja ela qual e em quem for); é preciso desejar gente que olhe para a vida e tenha desejo de viver, de abraçar, de sorrir e fazer diferença diantede muitos desafios impostos pela vida social. (BRASIL, 2007, p.81).

  25. As pessoas que começaram a pensar fora do sistema imposto e abrem para outras pessoas um leque de novas opiniões são sempre massacrados. Pensar, refletir, conhecer é crime????

  26. Muito chato sso, ainda mais em um lugar pra se aprender novas informações, a Escola.. Ou devería.. Tive aulas de Filosofia na Escola e sempre gostei !! É isso o q está faltando na sociedade. Pensar e refletir sobre as atitudes. SÓ ASSIM IREMOS PRA FRENTE.. E porque os pais não quiseram ouvir o professor? O q essas crianças aprenderam se os própios pais não queren dialogar??

  27. O nosso ensino no Brasil ´precisa de professores assim que eduquem os seus alunos para um futuro melhor, que os alunos possam enxergar além do que foram ensinados Um bom professor que quer bem aos seus alunos, passa a verdade, o melhor. Este professor é um homem do bem, ele só não deveria estar aí , como dando palestras em todos os lugares. Quero dizer o seguinte, vivemos em pleno século 21 e não no século das cavernas.

  28. Existe um calendário uma orientação, um programa a ser seguido na Educação, se o professor, foge do padrão ele não serve para ser professor, não se trata de ser perseguido por ter idéias não compatíveis com o ensino escolar, mas sim de não estar preparado para exercer o magistério, tanto é verdade que os país dos alunos através dos mesmos não aceitaram esse comportamento fora da realidade escolar em que vivem.

  29. Tal qual o filme “O Vento será a tua Herança” onde numa cidade marcada pela forte presença da comunidade religiosa, professor é preso por ensinar a Teoria da Evolução de Darwin. O caso vai para o tribunal, onde acontece uma série de inflamados debates ideológicos, que mexem com a localidade e com seus habitantes. Baseado em caso real ocorrido em 1925. Assistam o filme, é extraordinário o caso de histeria moral dessa sociedade! https://www.youtube.com/watch?v=-Cv9kR1njdE

  30. Concordo com absolutamente todos os pontos de vista do professor, infelizmente me parece que o poder de convencimento dele não funcionou. Há que se ressaltar que em mentes obtusas é mais difícil entrar informação e mudar comportamento.

  31. Vamos imaginar uma situação hipotética. Todos nós, veganos, matriculamos nossos filhos na Vegan School. De repente um professor começa a falar sobre os benefícios de carne e falar para os nossos filhos comerem churrasco. Será que seríamos tolerantes? Será que iríamos querer este professor em nossa escola. Já que ele é filosofo, também vou filosofar aqui afinal, mesmo defensores de animais podem ser intolerantes.

    • caro Meat Loaf, tenho certeza que todos veganos desta escola adorariam assistir um debate deste professor carnista com os pais veganos e a comunidade científica da escola. Eu gostaria de ouvir a base argumentativa do prof. carnista e patrocinar um diálogo construtivo, tal qual foi proposto pelo professor expulso da escola.

    • Existe uma diferença Meat Loaf, não esqueça das vítimas. Não é uma questão de “opção pessoal” comer animais, pois vítimas (sencientes) estão envolvidas. Nazismo, machismo, homofobia também não são “opções pessoais”, porque tem em comum, vítimas

    • Há uma diferença entre um Professor que ensina respeito à Vida e outro que compactua com massacres de seres de qualquer espécie. Animais são vidas mesmo que recebam o nome de churrasco e ainda que pedaços de seus cadáveres disfarçados na fumaça não se pareçam em nada com eles. Não é uma situação hipotética defender a vida no recinto da Escola ou fora dela, nem dá pra ficar em cima do muro quando se trata de reconhecer em espécies diferentes a mesma dor que um filho sente. Morte é morte, veganos ou carnistas são capazes de entender isso, intolerável é essa acomodação com hábitos bárbaros de alimentação proveniente de crimes contra animais, ainda que recebam o beneplácito da Lei e o carimbo da fiscalização. Feliz de quem entendeu esta lição e mil vezes bendito quem é capaz de ensina-la.
      https://www.youtube.com/watch?v=8bH-doHSY_o

  32. Já está mais que na hora da criação de uma Escola especificamente Vegana com direção, professores, alunos e simpatizantes que priorizem o aprendizado da Teoria e a execução na Prática de comportamentos compatíveis com a ética e proteção à Fauna e Flora, onde mestres não sejam punidos por ensinarem compaixão e respeito aos mais fracos e onde na Cantina os alimentos falem de nutrição e saúde para preservação da vida humana sem utilização de pedaços de animais mortos que amavam aprender com a Vida, também. Onde pais dos alunos reconheçam nos professores os verdadeiros amigos de seus filhos que apenas desejam a sua felicidade e onde alunos reconhecidos colecionem esses dias importantes para amanhã ensinarem que a vida pode ser bela para os animais também.

  33. Não sei se já fizeram, mas talvez uma mega abaixo-assinado pedindo que a situação seja revista e amplamente discutida naquela comunidade escolar e até no município. Isso não pode ficar assim, as pessoas têm que saber.

  34. Querem ensinar aos filhos “liberdade” mas, não os deixam pensar com as próprias cabeças. Pais hipócritas. Querem ensinar aos filhos “justiça” e cometem essa injustiça com alguém que tentou discutir “ética” com eles. Afffff

  35. Como olhar nos olhos o que morre pra nos servi de alimento . Não dá pra aceitar tau descriminação com um professor desta incrível qualidade!!!

  36. Curti muito ele ter sido mandado embora. Professor tem que dar aula da matéria dele. Não tem que entrar em assuntos familiares: religião, politica, futebol e principalmente as frescurites dele. Não é porque é professor que é dono da razão.

    • ele é professor de filosofia, a mãe de todas as disciplinas. e a escola tem que entrar em questões politicas e de religião, para não criar gente retardada pedindo ditadura e homofóbica. tem sim, que mostrar o lado do direitos dos animais, tem que mostrar o outro lado. Não pode ter apenas o lado carnista de explorar animais.

    • Alex,
      o professor leciona Filosofia. A matéria dele é justamente para falar de religião, política e futebol. Se você pagar qualquer livro didático de filosofia do Ensino Médio poderá ver isso.
      Uma aula de filosofia é para questionar a tradição.
      Não é porque ele é professor que é o dono da razão, então não é porque uma pessoa é pai ou mãe de um individuo que legitima ela a fazer acusações sem provas e se negar ao diálogo.

    • dica: uma das melhores formas de evitar problemas com as declarações que postamos é refletir antes e pesquisar melhor sobre o tema. Às vezes lemos declarações como esta que são frutos da ignorância (no sentido de falta de conhecimento). Abs.

    • Entra lá no site da ouvidoria do estado de Minas Gerais… vai até a ouvidoria da Educação. Registre sua indignação pela saída do prof Leon!! Abraços Verdes

  37. Depois de seis anos.. Esse é um dos professores que nunca vou esquecer. Me deu aula no colegial aqui em SP. Sou super a favor da causa que ele levanta, porém discordo dos recursos que ele usa. Bom… Lembro claramente dos vídeos que ele passava em sala de aula.. Alguns eram bem interessantes.. Falava de como era feita a salsicha.. Os lanches de fast food. Até aí tudo bem. Porém a coisa começou a ficar pesada. Alguns alunos ficaram anêmicos.. Outros levavam suspensão por se negar a assistir aula. Com sua postura autoritária e prepotente (lembro mto bem) ele queria nos obrigar a ver cenas de animais sendo maltratados. Alguns bezerros indo pro abate.. Pintinhos sendo triturados vivos para comer nuggets.. Beleza, eu sou contra esse tipo de violência.. Amo animais.. Mas o modo como ele queria impor aquilo.. Era totalmente desnecessário. Me sentia sufocada em suas aulas.. Tinha apenas 15 anos. Como vegano ele está de nota dez, mas como professor… Lamentável.

    • Cara Isadora, por qual motivo vc ficava chocada ao ver as cenas reais do preparo do seu alimento? A verdade, às vezes, quando é revelada é muito inconveniente e perturbadora, ainda mais quando você é o patrocinador ($$$) dela. A intenção dele é justamente mostrar a insanidade que existe por trás de um hábito maquiado pela publicidade e escondido pelas nossas famílias com suas tradições e cultura formatadas pelo egoísmo e antropocentrismo covarde. Abs.

    • Eu também fui ex-aluna dele e ninguém nunca recebeu suspensão por se negar a assistir os videos. Ele nunca fez questão que quem não estava interessado ficasse na sala de aula. Falar que o professor Leon era autoritário é muito desonesto da sua parte.
      Uma coisa é falar que ele tinha uma postura provocativa, outra coisa é falar que ele perseguia alunos que discordavam dele. Você está tão equivocada que o Leon sempre dava a oportunidade para a pessoa discordar na aula com argumentação, o que ele não aceitava era senso comum.

    • Isadora, “alguns alunos ficaram anêmicos” é bastante “forte” pois creio que o Prof Leon não obrigou nenhum aluno a não se alimentar bem e de forma correta, seja lá qual for a opção de dieta desses alunos. Muita gente que está obesa e “bem alimentada” está anêmica nos hospitais porque só comem alimentação processada e industrializada, que não contém mais nada de saudável. E se você diz que “como Vegano ele está de nota 10” é porque você viu nos conteúdos dele uma fonte de informação importante e, segundo você mesma, inesquecível, não? E como ele poderia ser um professor “lamentável” se você mesmo é a favor da “causa que ele levanta”? Acho sim que assistir os animais sendo massacrados vivos para processamento de suas carnes e vísceras são cenas fortes. Mas eu prefiro assisti-las e saber da verdade do que ser conivente com uma metodologia de ensino que nos nega A VERDADE! Pense um pouco nessa minha reflexão e vamos conversando, ok? Abraços

  38. Meu apoio incondicional ao professor. Professor entre na Justiça contra esta arbitrariedade. Querem que os alunos sejam apenas carneirinhos, submissos, sem espírito crítico.
    Professores da escola apoiem o professor. Não sejam também submissos. Mostrem que vcs tem dignidade, respeito e tolerância. Digam não à superintendência que demitiu o professor. Um abraço solidário professor.

  39. A escola é uma instituição mantenedora do status quo.
    O professor deveria procurar o sindicato ou um advogado particular e questionar judicialmente essa decisão pois os documentos oficiais que norteiam a educação preconizam que deve ser trabalhado em sala de aula o respeito a natureza e as desigualdades “raciais”, de gênero e classe. Ele está fazendo exatamente o que a LDB, os PCNs e demais documentos oficiais mandam.

  40. Será que a corroa portuguesa continua ainda atuando e agindo no Brasil de hoje, mais precisamente em MG,? Que ironia, onde tudo começou e teve como mártir e protagonista o inesquecível Tiradentes. E quanto ao outro lado da história e motivador de tudo isso – a defesa dos animais – o IBAMA e o MPE/MG, núcleo ambiental, vão se posicionar?

  41. ANDA acione a CUT, os Sindicatos dos professores de todo o Brasil, e o MEC. Isto que ocorreu contraria a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional!!!!!

    Aí vai um pouco do VASTO respaldo do professor!

    LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL

    L9394/96 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm)

    Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

    II – LIBERDADE de aprender, ensinar, pesquisar e DIVULGAR a cultura, o PENSAMENTO, a arte e o saber;

    III – PLURALISMO de IDEIAS e de CONCEPÇÕES PEDAGÓGICAS;

    IV – RESPEITO à LIBERDADE e apreço à TOLERÂNCIA;

    Art. 26. § 7º Os currículos do ensino fundamental e médio devem incluir os princípios da proteção e defesa civil e a EDUCAÇÃO AMBIENTAL de forma integrada aos conteúdos obrigatórios. (Incluído pela Lei nº 12.608, de 2012)

    SOBRE A EDUCAÇÃO AMBIENTAL:

    Frase que inicia o prefácio do livro: “Vamos cuidar do Brasil: Conceitos e práticas em educação ambiental na escola.”

    “A ÚNICA LIÇÃO QUE É POSSÍVEL TRANSMITIR COM BELEZA E RECEBER COM PROVEITO; A ÚNICA ETERNA, DIGNA, VALIOSA: O RESPEITO PELA VIDA” (02/09/1930). Esta frase visionária da professora, jornalista e poeta Cecília Meireles escrita em sua Página de Educação no Diário de Notícias do Rio de Janeiro, resume a proposta deste livro.
    (http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/publicacao3.pdf)

    O que é Educação ambiental?

    CONCEITO

    Entendem-se por Educação Ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.
    (http://www.ibram.df.gov.br/informacoes/educacao-ambiental/o-que-e-educacao-ambiental.html)

    CULTURA AMBIENTAL EM ESCOLAS: FERRAMENTAS PARA APLICAÇÃO DE CONCEITOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

    Introdução

    A educação ambiental pode ser entendida com toda ação educativa que contribui para a formação de cidadãos conscientes da preservação do meio ambiente e aptos a tomar decisões coletivas sobre questões ambientais necessárias para o desenvolvimento de uma sociedade sustentável. Dessa forma, sua aplicação não se restringe ao universo escolar, mas deve permear este para facilitar o entendimento dessas questões e suas aplicações no dia a dia.
    (http://www.culturaambientalnasescolas.com.br/institucional/site/educacao-ambiental)

    • não existe isso “não quero esse tipo de educação quero a teoria do criacionismo”. já pensou cada pai escolher o que quer? professor tem o compromisso com a verdade. doa a quem doer. falar de churrasco pode, mas se falar que não come animais vai expulso?

  42. Ótima atitude da Secretaria de Educação. O veganismo é uma seita religiosa. Se querem difundir a sua fé nada contra; é um direito de vocês. Mas o façam em uma escola particular, financiada com o seu dinheiro. O Estado é laico.

  43. os grandes missionarios de todos os tempos sempre foram combatidos porque as mentes acomodadas não desejam mudanças, preferem a estagnação, porem a evolução , o progresso sempre vem queiram eles ou não

  44. Justo o que precisamos! Educar as pessoas desde a infância sobre a importância do respeito à vida e aos direitos dos animais, já que depois de adultos essa mudança de paradigma é muito mais dificultosa.
    Alternativas à alimentação à base de carne e produtos de origem animal deveria ser disciplina obrigatória nas escolas, isso porque a mudança que queremos só será possível de forma gradativa ao longo dos anos e, portanto, deve começar na base.

  45. Engraçado que alguns professor sabem que não pode doutrinar na escola, mas pensam que doutrinar é só ensinar rezar ave maria, ensinar ter fé em Cristo…

  46. Isso é um absurdo, ridículo. E ainda por cima ele não teve nem direito de defesa. Leons entra na justiça contra eles pedindo indenização por danos morais.
    Deveria ser criada uma petição para que ele seja readmitido. E outra coisa se ele é funcionário público jamais poderia ser demitido por esse motivo até porque isso não está previsto em lei.

  47. Estranho, os professores da rede estadual se sentiram tão perseguidos pelo ex governador…elegeram um petista porque queriam ser valorizados e o professor Leon é impedido de lecionar de forma tão arbitrária ! Motivo? o professor estava mostrando aos estudantes o valor da vida! Estimulando os jovens a reverem seus valores, a terem voz e a defenderem suas crenças. E agora professores, vocês irão permitir que o colega seja demitido ? Isso me cheira a ditadura , não houve contraditório ….a secretaria da educação recebeu as denuncias e simplesmente demitiu o professor ! É essa a valorização que vocês queriam????
    Professor Leon, não se intimide diante desse governo ditador , solte a sua voz que ela será ouvida . Tem meu total apoio.

  48. Comentário da militância em peso por aqui…
    O próprio artigo de auto-defesa ja condena aonde estamos.
    Vai ver o único ser evoluido é o professor/pregador! Todos os pais e o próprio município estão errados.
    É uma pena que os próprios professores não se deem conta de que a sua própria doutrina, por mais respaldada que seja, não é assunto pra sala de aula.
    Salvem as crianças das suas convicções e respeitem os pais e seus valores.
    Ensinar é diferente de doutrinar.

    • Olá Jaspion (esse é seu nome mesmo?), tudo bem?
      Quanto aos pais franceses condenados pela morte do filho, eu não sei nada sobre esse caso. Qualquer pessoa, vegano ou não vegano que se alimente mal vai ter mais chances de adoecer. Agora, o que eu sei, é que muito mais pessoas estão internadas nos hospitais do mundo inteiro por problemas relacionados à dieta carnista (carnes, leites e ovos) do que quem segue uma dieta vegana/vegetariana. O que mais me entristece é ver a violência com que as pessoas que defendem TODAS as formas de vida do planeta são tratadas. Já foi assim na época da escravidão dos nossos semelhantes africanos… não está sendo diferente agora que temos milhares de argumentos fundados inclusive em bases científicas de que não precisamos da dieta carnista. Só te peço que você reveja seus valores, crendices, costumes e tradições. Já tivemos que fazer isso recentemente para termos um mundo onde todos possam ter voz! Abraços verdes

  49. Para de fazer matéria marxista
    Protegendo um professor louco que quer doutrinar crianças que ainda não tem uma ideologia , e ainda os pais tem que ficar queto me poupe vocês não tem o que fazer não , resumindo os pais estão corretos pois eles tem o direito de saber o que os seus filhos estão estudando e os pais estão corretos em escusar o professor da escola , pois está pervertendo e dominando seus filhos por ideologia marxista , que vergonha deste pais pior educação do mundo e ainda ONG defendendo !

    • Caro João Mendes, pelo seu comentário imagino que você não tenha percebido ainda as mudanças que estão acontecendo em muitas partes do mundo. Países como o Canadá, onde eu tive a oportunidade de morar, exitem eventos Veganos que terminam dentro de igreja!!!! Participei de eventos culturais (sou produtor cultural) onde a comida era vegana baseado na cultura de paz, da não violência. O que vejo é que a maioria das pessoas ainda vivem em suas “regiões de conforto” onde é impossível se pensar em novos caminhos para que o mundo prossiga melhorando. até pouco tempo atrás escravizávamos nossos semelhantes africanos. Foram mais de 300 anos de luta para mudar essa realidade. O que o professor Leon faz é trazer luz para o fato que o animal humano não pode mais tratar os outros seres vivos do planeta como meros objetos de exploração e ganhos financeiros. O preço que ele está pagando é o DA CORAGEM de ser um ESPÍRITO LIVRE! Repense seus conceitos, costumes, tradições e crendices. Creio que você daria um salto qualitativo como ser humano. Eu fiz essa opção também: lutar pela vida e não ser mantenedor da morte! Abraços cordiais e de diálogo aberto e pacífico.

      • olá Daniel, escola é lugar de ensinar egoísmo? Competição? Vencer na vida? Ser melhor que os outros? No seu entendimento escola é lugar para o que? O mundo está mudando para melhor, ainda bem, e “achismos, crendices, tradições e costumes” vão mudar sim, principalmente quando essas coisas vem recheadas de ódio e ignorância!!! Já foi assim antigamente. Vai ser assim agora que as pessoas tem acesso às informações sobre Direitos Animais e Sustentabilidade! Repense suas escolhas…. abraços

  50. Diga ao professor para vir lecionar em São Paulo, no geral, somos mais cabeça aberta para o diálogo! Digo isso pois foi possível discutir sobre política entre outros tópico com um mineiro bairrista!

    • Olá Vik, pelo seu tom no comentário você é quem está com um “ódio” acumulado dentro do coração. Se você se atentar a ler as matérias da Agência ANDA, verá que são notícias das crueldades cometidas contra a vida dos animais não humanos ao redor do mundo. Já aos comentários que você indica como “discurso de ódio” são, na maioria das vezes feito por pessoas que opinam contra a própria agência ou ainda de pessoas que fazem depoimentos mais agressivos contra aqueles que praticam essa crueldade. Agora, note uma coisa: lá no ANDA está bem claro que as opiniões são das pessoas e não da própria agência. Seria legal e ético que você tentasse ser imparcial nestas questões por que senão fica parecendo que você não defende a vida (e quero crer que você defenda a vida e não o ódio e a crueldade!!)…. abraços verdes

      • O “estúpido” a que me referi é o autor do vídeo, cujo link deixei no comentário.Se você assistir o vídeo, verá os absurdos que ele fala, sobre o professor, sobre os animais e sobre a agência ANDA.Comentários esses, que acredito até serem cabíveis de processo por parte da agencia ANDA e pelo professor.Foi isso que eu disse, inclusive pedi às pessoas que ajudassem a denunciar o vídeo e o canal .Eu já fiz a denúncia. E se você considera que tenho ódio acumulado no coração, digo- te apenas que pessoas como o autor do vídeo que citei sequer merecem que se sinta ódio por eles, são tão ridículos que sequer merecem qualquer sentimento.Sinto que você não tenha compreendido o meu comentário e a minha intenção.Posso não ter escrito maravilhas, mas creio que dá para entender o sentido do que escrevi.Dedico minha vida a defender os animais, e faço a minha parte nessa vida para que vivamos em um planeta mais respirável.Vou ignorar o seu comentário sobre ética e imparcialidade e não defesa da vida, pois eu SEI quem eu sou!.Só te peço, que da próxima vez que for atacar alguma pessoa, releia ao menos por duas vezes o que a pessoa escreveu.Tenha uma boa vida.

        • Vik, repito aqui, humildemente: ME DESCULPE!!! O sentido que entendi foi totalmente inverso quando li seu post. Peço perdão pelo calor do que eu escrevi e sei que você defende a vida de TODOS, assim como eu! Por favor, se puder, apague o que eu escrevi porque depois que a Sarah me informou do que você falava, eu não sei aonde enfiar a minha cara e coração! Espero um dia podermos rir disso juntos, ok? E sim, nesses tempos de ‘internet” os sentidos e intenções tomam outros ares e significados… me perdoe mesmo pelas minhas palavras. Sou Vegano e estou reconhecendo a minha falha!!!! Abraços verdes.

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