Vigilante se torna protetora dos animais em Cachoeirinha (RS)


(Foto: Divulgação)
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Vem da infância a paixão da vigilante Elaine Alves Anhaia, 39 anos, moradora do Bairro Granja Esperança, em Cachoeirinha, pelos animais. Mesmo com a negativa dos pais, ela resgatava cães e gatos da rua e os alimentava em casa. Há 15 anos, Elaine, que é casada e tem dois filhos (de 12 e 16 anos), tornou-se protetora e não mede esforços para ver os “sem tutor” sob os cuidados de alguém. Como é o caso de Zé Pequeno, um SRD de cerca de quatro meses – encontrado doente num dia chuvoso – que ela está tratando para enviá-lo a um novo lar.

Mesmo ganhando olhares desconfiados de vizinhos e conhecidos, descontentes com tamanha devoção aos animais, Elaine segue a caminhada. Em abril deste ano, ela fundou o projeto Casinhas da Cidade, que distribui moradias de madeira aos cães comunitários. Com dinheiro do próprio bolso e de doações de voluntários, Elaine e outras colegas do projeto já distribuíram 28 em sete bairros da cidade.

Devoção

“Eu sempre gostei de animais. Por onde passava, contaminava outras pessoas com a minha paixão. Até que resolvi meter a mão na massa e me tornei protetora deles. Vesti a camiseta mesmo. Neste ano, criei o projeto para abrigar cães abandonados. Os chamados cães comunitários, que são protegidos por lei. Me inspirei no projeto Casinhas Amarelas, de Bagé.”

Projeto

“O que me motivou a montar o projeto em Cachoeirinha foi a dificuldade das adoções dos cães abandonados e a superlotação nas casas dos protetores. Montei uma fanpage no Facebook e comecei a divulgar a ideia. Os gastos são todos divulgados por este canal. E os locais para colocar as casas são decididos conforme as solicitações e um levantamento sobre as regiões com cães mais idosos e doentes.”

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Apoio

“Os cães comunitários são castrados pela ONG “Onda”, um centro de esterilização animal que cobra um valor bem abaixo do mercado para nos ajudar. Outro apoio vem da prefeitura de Cachoeirinha, que tem o programa Samuvet, com suporte para atendimento veterinário. Sem eles, ficaria mais difícil realizar o trabalho.”

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Dever cumprido

“Quando consigo resgatar um animal abandonado fico com uma sensação de alívio, de dever cumprido, pois estou aliviando aquele sofrimento. Quando os animais vão para adoção fico triste e, ao mesmo tempo, feliz por eles terem encontrado um lar. As pessoas me condenam bastante, como todos os protetores são condenados. Mas se a gente não fizer por eles, quem é que vai fazer?”

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Zé Pequeno

“Encontrei o Zé Pequeno num dia de muita chuva e frio. Eu saia de uma agropecuária quando o vi disputando comida com cães adultos comunitários. Estava fraco e era o menor do grupo. Não hesitei. O peguei e trouxe para casa. Ele ficará comigo até encontrar um novo tutor.”

Fonte: ZH Noticias


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