Praia do PA é tomada por bois mortos após naufrágio


Centenas de animais mortos foram levados pelo rio Pará até a praia de Vila do Conde, onde estão encalhados na areia (Foto: Guilherme Mendes/TV Liberal)
Centenas de animais mortos foram levados pelo rio Pará até a praia de Vila do Conde, onde estão encalhados na areia (Foto: Guilherme Mendes/TV Liberal)

O naufrágio de uma navio que transportava cinco mil bois que seriam enviados para morte na Venezuela ainda deixa marcas. Um registro realizado no inicio dessa semana mostra uma das praia de Barcarena, nordeste do Pará, repleta de bois mortos já em estado avançado de decomposição, tratados como objetos sem valor e desprezados na areia da praia. Dos milhares de animais que estavam na embarcação durante o acidente, apenas pouco mais de 100 bois foram resgatados com vida – a maior parte morreu afogada e muitos animais não conseguiram sobreviver porque teriam ficados presos no porão do navio, sendo vítima de uma morte terrível e agonizante. Também há relatos de animais que chegaram ainda com vida na costa, mas foram brutalmente assassinados e esquartejados a sangue frio pela população local.

Os corpos em decomposição dos animais estão gerando um alerta de contaminação e forte odor. Também está sendo registrada grande quantidade de combustível oriundo do navio que somado aos detritos orgânicos pode ocasionar um grande desastre ambiental que prejudicará a população e a fauna local.

Moradores de Vila do Conde realizaram um protesto na manhã de segunda-feira (12) em frente ao principal portão de acesso da Companhia Docas do Pará (CDP), em Barcarena. Eles cobraram providências imediatas para o destino dos corpos e a contenção do óleo que vazou da embarcação.

Cerca de 5 mil bois estavam na embarcação que afundou (Foto: Renato Pereira/ Arquivo pessoal)
Cerca de 5 mil bois estavam na embarcação que afundou (Foto: Renato Pereira/ Arquivo pessoal)

Órgãos competentes querem que os animais sejam retirados o quanto antes e levados para um local adequado. Uma equipe da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) foi enviada na também manhã desta segunda-feira para Barcarena com o objetivo de acompanhar o andamento das ações por parte da empresa. “Forçar que as empresas resolva o problema retire toda essa carcaça que chega as praias enquanto não se resolve ela deve ficar em contêineres”, disse o secretário da Semas, Luiz Fernandes.

A Companhia Docas do Pará (CDP) informou que as determinações judiciais já estão sendo cumpridas, mas que a retirada, transporte e incineração dos bois foi suspensa no final da tarde do domingo porque pessoas da comunidade obstruíram a rodovia que dá acesso às valas, que foram cavadas para que fosse feito o descarte e a queima dos animais em decomposição. O serviço completo de limpeza na área tem previsão de duração de até 6 meses.

A Semas informou que aumentou de R$ 200 mil para R$ 1 milhão a multa diária caso a CDP e todas as empresas envolvidas direta e indiretamente no naufrágio do navio boiadeiro em Vila do Conde, Barcarena, não cumpram as exigências da secretaria para conter o impacto ambiental provocado pelo incidente, ocorrido no último dia 6. No local do naufrágio, o navio submerso permanece atracado e sobre ele há quase 50 bois mortos.

* Com informações de G1


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