Mais de 80 animais silvestres são devolvidos à natureza em Campos (RJ)


Animais voltam a cumprir seu papel no ecossistema (Foto: Divulgação/Ascom)
Animais voltam a cumprir seu papel no ecossistema (Foto: Divulgação/Ascom)

Oitenta e oito animais silvestres que foram resgatados e apreendidos pelo Grupamento Ambiental (GAM) da Guarda Civil Municipal foram devolvidos à natureza entre o último domingo (4) e essa terça-feira (6). Gambás, cobras e aves foram soltos após passarem pela avaliação, tratamento e triagem veterinária do Núcleo de Estudo e Pesquisa de Animais Silvestres (Nepas), da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf).

Segundo o comandante do Grupamento Ambiental, o biólogo Sávio Tatagiba, foram desenvolvidos à natureza 14 gambás, 3 cobras jiboias e 71 aves (42 coleiros, 10 canários da terra, um melro, 2 caboclinhos, 13 tizis, 2 azulões, um corrupião).

“Ao estarem livres na natureza, estes animais estão cumprindo seu papel biológico, como a dispersão de sementes (importante no reflorestamento) e seguindo a naturalidade da cadeia alimentar, seja como predador ou como presa, mantendo o controle de populações”, ressaltou Sávio, lembrando que as aves foram fruto de apreensões e os gambás e cobras de resgates em residências.

O Grupamento Ambiental vem atuando, através de denúncias e solicitações de resgate de animais que surgem em áreas urbanas, pelos telefones 153 ou (22) 2725-6483. Tatagiba lembra que em caso de aparição de animais silvestres nas residências, a pessoa que encontrar deve evitar o manuseio ou captura, pois pode machucar o animal ou este pode atacar a pessoa como forma de se defender. “O correto é ligar para o órgão competente e receber as orientações adequadas”, explica o biólogo.

De acordo com o artigo 29 da Lei 9605/98, conhecida com Lei de Crimes Ambientais, é crime “matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida”. A pena é de detenção de seis meses a um ano, e multa.

Fonte: G1


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