Tribunal de Nova York aprova manutenção de ritual em que galinhas são mortas‏


(da Redação)

Galinha é abusada moralmente em ritual antes de ser morta. Foto: Hadas Parush/Flash 90
Galinha é abusada moralmente em ritual antes de ser morta. Foto: Hadas Parush/Flash 90

Uma juíza de Nova York manteve o direito de praticantes do ritual religioso anual de Kapparot matarem galinhas durante a prática, após ativistas de direitos animais terem pedido a proibição. As informações são do Israel National News.

Kapparot é uma tradição judaica que supostamente teve origem na Europa há séculos atrás, durante a qual os participantes balançam uma galinha sobre as suas cabeças enquanto declaram: “Esta é minha substituta, esta é minha troca, esta é minha expiação. Esta galinha vai para a morte, e eu estarei escrito no livro  da vida”. Em seguida, as galinhas são mortas e a sua carne é dada a pessoas pobres.

Conforme a reportagem, o ritual pretende simbolizar o fato do Yom Kippur (Dia do Perdão) ser o dia em que o julgamento de uma pessoa é selado – e a sua vida ou morte são decididas – e inspirar o arrependimento.

A prática é polêmica e tem atraído a consistente oposição de muitos eruditos judeus, que a criticam por diversas razões, desde a crueldade aos animais como o fato de lembrar rituais pagães.

Durante as últimas décadas, muitos judeus passaram a usar “o valor monetário” de uma galinha ao invés do animal em si, para realizar o ritual, e depois doavam o dinheiro à caridade – uma prática considerada mais aceitável pelos críticos. Mas diversas comunidades, incluindo os judeus haredi no Brooklyn, ainda usam galinhas no rito.

50.000 galinhas já foram “encomendadas” para o Kapparot deste ano, mas o ritual quase foi barrado de acontecer após um grupo chamado “The Alliance to End Chickens as Kaparos” ter levado o assunto para a Suprema Corte de Manhattan, de acordo com reportagem do New York Post.

Mas a juíza Debra James determinou que, ao contrário do que o grupo afirma, o ritual não se classifica como uma “perturbação da ordem pública”, e pode continuar como planejado.

A determinação foi proferida no “Rosh Hashanah”, que é o Ano Novo Judeu e o começo de um período de dez dias de arrependimento, reflexão e adoração antes do Yom Kippur.

Segundo a reportagem, moradores locais simpatizantes comemoraram a notícia, dizendo que representa a manutenção da liberdade religiosa, mas os ativistas ficaram desolados.

“Estou fora de mim agora”, lamentou a advogada Nora Constance Marino ao New York Post. “Estou devastada, porque esse é um evento chocante no que diz respeito a questões de saúde pública, qualidade de vida e crueldade a animais. Ser forçada a encarar de frente à sua porta, anualmente, um massacre de animais em massa, é simplesmente assustador”.


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