PMA resgata sucuri, cágado, gambá e tamanduá raro atropelado no MS


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A Polícia Militar Ambiental (PMA) de Campo Grande recolhe, em média, diariamente, oito animais ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras). Normalmente o predomínio é de aves, porém, ontem foram apenas répteis e mamíferos.

Um gambá foi capturado no bairro Jardim Presidente, em uma residência. No bairro Itamaracá foi recolhido um cágado. Uma sucuri foi capturada quando se escondia em um trator, a qual fora trazida da cidade de Dourados. Na BR 262, no município de Terenos, uma pessoa encontrou à margem da pista, um filhote de tamanduá-bandeira, que estava ferido depois de ter sido atropelado. O usuário da rodovia entregou o animal à Polícia Militar, que entregou à PMA, e encaminhou o animar para tratamento no Cras.

O filhote de tamanduá-bandeira apresentava uma característica rara. Os técnicos suspeitam que ele seja melânico, por não apresentar a parte de pelagem branca, própria da espécie. O Melanismo é uma mutação relacionada à pigmentação em uma determinada área do corpo dos animais, que afeta pelos, penas, pele e escamas, criando novos padrões nos animais.

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O animal que apresenta a mutação fica com um aspecto mais escuro, é bem disseminado na onça-pintada, quando alguns animais se apresentam na cor preta (chamada onça-preta), porém, próximos, podem-se ser observadas as malhas pintadas. Os animais com mutação não apresentam doenças associadas como no albinismo. Normalmente ganham características que beneficiam a sua sobrevivência.

Informação e Orientação à população sobre captura de animais:

A PMA informa que há 28 anos realiza em todo o Estado a captura e contenção de Animais Silvestres. Isto em razão da confiabilidade que a população adquiriu na instituição, desde 1987, quando venceu a “guerra” contra os “coureiros”, que quase extinguiram o jacaré-do-pantanal.

Ocorre do animal aparecer nos Centros Urbanos não se trata de crime e nem infração administrativa, porém, a PMA efetua a captura. Acontece que a PMA disponibiliza diariamente apenas uma viatura e uma equipe preparada para realizar esse trabalho, pois o papel constitucional da Unidade é a prevenção. Ou seja, a manutenção dos Policiais em campo para que os crimes e infrações não aconteçam. Dessa forma, se disponibilizasse mais equipes, perder-se-ia muito com prevenção, pois as equipes trabalhando principalmente nas áreas rurais previnem grandes desmatamentos ilegais, tráfico de animais, caça, pesca, entre outros crimes, além de realizar a repressão, quando não é possível prevenir, o que também, além das punibilidades penais, administrativas e civis, permitem a recuperação das áreas degradadas, em obrigação determinada por lei ao infrator.

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Às vezes, a caça de um animal, o tráfico, entre outros crimes, causam comoção, porém, quantos animais morrem, ninhos são destruídos em um desmatamento ilegal de 10 mil hectares, por exemplo? Quanto a fauna diminuirá, pela destruição do habitat, que é maior causa de perda de biodiversidade? Por isso, a prevenção é fundamental.

Além disso, o artigo 225 da Constituição Federal impõe ao poder público e a coletividade a obrigação da proteção ambiental. “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Portanto, todos os órgãos têm obrigação de tomar providências relativas aos animais e a Polícia deveria continuar fazendo seu papel constitucional de prevenção. Porém, enquanto os órgãos que seriam responsáveis primários não assumirem, a PMA vai continuar a executar esse trabalho.

A PMA informa que vai continuar realizando a captura de animais, porém, não sacrificará a prevenção e continuará disponibilizando diariamente uma equipe e uma viatura para esse trabalho, como há 28 anos. Uma equipe é suficiente, pois em mais de 90% dos casos são pequenas aves, que a própria população já acondicionou adequadamente. Além disso, alguns animais apenas saem das grandes reservas florestais, Parques e Unidades de Conservação existentes na Capital, dentro da área urbana e não é o caso nem de efetuar a captura, pois o animal voltará para o seu habitat. A maioria da população de Campo Grande é acostumada a conviver com essa fauna sinantrópica sem grandes problemas.

A PMA orienta à população para que continue acionando a Unidade. Porém, em razão da grande quantidade de ocorrência, pede um pouco de paciência e compreensão, pois às vezes, pode demorar um pouco, especialmente, se o animal estiver contido, pois a equipe elege as prioridades, em conformidade com cada caso. Além do mais, algumas capturas podem demorar horas, como no caso de uma capivara em local com grande área aberta. Orienta ainda, para que não se aproxime e nem deixe crianças se aproximarem especialmente dos animais que ofereçam riscos, como os grandes mamíferos e animais peçonhentos, pois, ao sentirem-se acuados podem atacar, no intuito de defesa.

Fonte: Pantanal News


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