CPI dos Maus-Tratos a Animais investigará repasses federais ao Instituto Royal


Divulgação
Divulgação

O presidente da comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investiga maus-tratos cometidos contra animais, deputado Ricardo Izar (PSD-SP), afirmou que o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), órgão ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, tem responsabilidade no caso do Instituto Royal. O cadastro do instituto no órgão só foi feito em 2013. Entretanto, repasses do governo federal foram realizados antes daquele ano.

O Instituto Royal foi acusado, em 2013, de usar métodos cruéis contra animais durante pesquisas e testes de produtos farmacêuticos.

“A verba que foi para lá [Instituto Royal], do Ministério de Ciência e Tecnologia, é ilegal, porque o Instituto Royal não estava devidamente cadastrado. Agora falta a gente saber como foi usado isso e porque usaram os animais se existiam testes alternativos”, disse Izar.

Sediado em São Roque (SP), o laboratório do instituto foi invadido por dezenas de ativistas em outubro de 2013. Aproximadamente 150 cães da raça Beagle foram resgatados do local.

Comissões de ética

O biólogo Frank Alarcón, que representa a organização não governamental britânica Cruelty Free International no Brasil, afirmou que a situação do Instituto Royal é apenas a ponta do iceberg da experimentação com animais praticada no País.

Frank Alarcón criticou a atuação falha das Comissões de Ética no Uso de Animais, as Ceuas. “Todo o sistema de acompanhamento e normatização de experimentação animal está equivocado. Esperamos que, com essa CPI, possamos fazer propostas para melhorá-lo, ou talvez erradicá-lo, o que seria o melhor dos mundos, já que animais não são objetos e não merecem ser tratados como coisas”, afirmou.

O professor Carlos Zanetti, da Universidade Federal de Santa Catarina, concordou com o biólogo. Ele fez parte da Ceua da universidade em que leciona e depôs como testemunha na CPI.

Fonte: Cenário MT


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

HOLOCAUSTO

INSPIRAÇÃO

CONSCIENTIZAÇÃO

CONSCIENTIZAÇÃO

SOLIDARIEDADE


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>