Período migratório

Pinguins são encontrados em praias do Espírito Santo

A temporada para a chegada dos pinguins-de-magalhães no litoral capixaba já começou. Aves resgatadas nos municípios de Anchieta, Linhares e Vila Velha, assim como em outros estados brasileiros, foram encaminhadas...

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07/07/2015 às 19:20
Por Redação

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Atualmente, mais de 7 pinguins se reabilitam no CRAM Foto: ​Divulgação/Governo do Estaado

Atualmente, mais de 7 pinguins se reabilitam no CRAM
Foto: ​Divulgação/Governo do Estaado

A temporada para a chegada dos pinguins-de-magalhães no litoral capixaba já começou. Aves resgatadas nos municípios de Anchieta, Linhares e Vila Velha, assim como em outros estados brasileiros, foram encaminhadas para o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (CRAM), localizado na sede da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) e do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), em Cariacica.

A iniciativa é uma parceria com o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram).

Os pinguins que deveriam começar a chegar ao litoral capixaba neste mês, adiantaram sua vinda ao Estado e os primeiros apareceram no começo de junho. Atualmente, mais de sete estão se reabilitando no CRAM.

“Ao serem encontrados nas praias, os pinguins precisam ser aquecidos e não podem ser colocados de forma alguma em bacias de gelo”, afirmou o médico veterinário responsável do Ipram, Luis Felipe Mayorga.

Depois do período de tratamento, os pinguins passam por diversos testes, entre eles de impermeabilidade e sanguíneo, para que possam ser soltos em alto mar. A previsão de soltura é para outubro, no município de Anchieta.

Pinguins-de-magalhães

Os pinguins-de-magalhães, Spheniscus magellanicu, possuem colônias na Patagônia do Chile e da Argentina e se alimentam, principalmente, de peixes como anchova e a sardinha. Durante o inverno, sobem a costa do Atlântico em direção ao Norte, seguindo as correntes marinhas em busca de alimento.

Quando encalham nas praias, encontram-se fracos e debilitados, alguns até machucados. Durante a fase de recuperação, cada um deles consome, aproximadamente, um quilo de peixe por dia, além de medicamentos e fungicidas.

Centro de Reabilitação

O Centro de Reabilitação é de responsabilidade do Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (IPRAM) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) e do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). A iniciativa conta com o apoio do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) por meio do Projeto de Monitoramento de Praia, que estabelece que as condicionantes ambientais de empresas de exploração de petróleo sejam direcionadas para a reabilitação de animais encontrados no litoral do Espírito Santo e Norte do Rio de Janeiro.

Se alguém encontrar um animal marinho na praia que precise de cuidados, deve entrar em contato com o Ipram pelo telefone (27) 9865-6975.

Fonte: Folha de Vitória

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