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Crianças chamam atenção em protesto contra inauguração de aquário

9 de julho de 2015
3 min. de leitura
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Por Augusta Scheer (da Redação)

Foto: Divulgação
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Apesar dos esforços movidos para impedir sua inauguração, o aquário especializado em golfinhos Phuket Dolphinarium está para abrir no sul da Tailândia. O aquário estaria apenas aguardando uma licença a ser concedida pelo Departamento de Pesca do país situado no sudeste asiático. As informações são do One Green Planet.
A reação contrária do público foi generalizada, mas o protesto de um grupo de crianças chamou atenção. Estudantes da comunidade de Gecko, as crianças já haviam participado de um projeto de proteção de golfinhos. Eles arrecadaram dinheiro para financiar suas viagens ao local do Dolphinarium, para ver em primeira mão as condições reais do aquário.
Diante de uma plateia composta por executivos e autoridades, explicaram de maneira eloquente sua visão sobre o empreendimento. Conseguiram o apoio de escolas locais e de universidades, chamando a atenção de amigos dos animais ao redor do mundo.
Quando o processo de abertura do Dolphinarium foi paralisado, devido a trâmites burocráticos e, segundo alegações, hesitações por parte dos investidores, todos tiveram a impressão de que as crianças haviam atingido seu objetivo.
Foto: Divulgação
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Os jovens ativistas acabaram percebendo que a vida de defensor(a) dos animais não é nada fácil, e, frequentemente, imprevisível.
Depois de dez meses de embates, os donos do Dolphinarium aprimoraram as instalações para atender aos requisitos legais, e obtiveram a autorização necessária para operar como zoológico. Faltava só a autorização para importar as grandes estrelas do estabelecimento: oito golfinhos e duas focas da Ucrânia, sendo que cinco dos golfinhos foram originalmente capturados numa controversa caçada na localidade de Taiji.
Ainda não está muito claro quais golfinhos serão usados nas apresentações, mas o episódio suscita o problema moral de usar golfinhos para fins de entretenimento dos seres humanos. Muitos aquários similares a esse acreditam que desempenham um papel importante, educando as pessoas sobre a fauna marinha por meio da proximidade que proporcionam aos visitantes.
Hoje em dia, a atitude do público mudou. As pessoas estão mais conscientes acerca do bem-estar animal. Sabem que é possível (e melhor) observar os golfinhos soltos na natureza. As crianças de Gecko são da mesma opinião: “A única coisa que as crianças aprendem ao ver animais nos zoológicos e aquários é que os animais devem ficar enjaulados, e que os humanos têm o poder de fazer isso,” afirma uma estudante de 10 anos que fazia parte do grupo.
Para os donos desses estabelecimentos, o único objetivo é conseguir retorno pelo investimento milionário que fizeram, o mais rápido possível. Escolhem ignorar o sofrimento dos animais envolvidos no negócio, se é que estão cientes dele. Esses empresários e as autoridades do Departamento de Pesca da Tailândia mostraram que são parte do problema, ao apoiar uma prática cruel e desumana.

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