Gripe e resfriado: animais também sofrem nesta época do ano


Foto: Divulgação
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Comuns aos seres humanos, as gripes e resfriados aparecem nas épocas em que as temperaturas são baixas e secas e, na maioria das vezes, são facilmente tratadas. No entanto, o que muita gente não sabe é que os animais também sofrem com este tipo de ocorrência ao longo da vida.

Os cães podem ser contaminados pelo problema de diferentes maneiras e, na maioria das vezes, não é difícil identificar quando um cachorro tem gripe, já que os seus sintomas se apresentam de forma similar com a das pessoas. Fatores que incluem friagem, ventos fortes e gelados e a temperatura muito baixa também influenciam na aparição da gripe canina; no entanto, o vírus da Parainfluenza Canina e do Adenovirus Tipo II, além da bactéria Bordetella Bronchiséptic, também podem ser tidos como agentes da doença, e provocar, inclusive, a famosa “Tosse dos Canis”.

Em todos os casos, os sinais são bastante característicos, e destacam a tosse seca (que dá a impressão de que o animal está engasgado com alguma coisa), como o sintoma mais típico da gripe canina.

Espirros, secreções nasais e a expectoração de uma espuma branca pela boca também são ocorrências frequentes nos cães gripados. Porém, nos casos em que a doença ganha mais força, ela pode ser responsável por gerar uma série de outras complicações para a saúde do animal; podendo até transformar-se em uma pneumonia – que é muito mais difícil de ser tratada e pode levar o animal ao óbito.

Para a médica veterinária Drª Janecler Oliveira, da Clínica Veterinária Pronto Dog, em Campo Grande (MS), quem ama realmente cuida e nada melhor que seguir dicas importantes para manter a saúde dos animais. “A prevenção sempre e o melhor remédio para a gripe, a vacina ainda e a melhor forma de prevenir e evitar esta doença, a gripe canina não possui tratamento direto, como no caso da gripe humana, ela e autolimitante, ou seja, o animal ira se infectar, desenvolver os sintomas, ficar por um determinado tempo doente e se curar sozinho, porem neste período sua imunidade pode sofrer oscilações assim seu organismo pode se infectar de outras doenças oportunistas, agravando então um quadro que não se pensava ser tão grave. Existem dois tipos de vacinas no mercado, a intranasal e a subcutânea”, ressalta a médica veterinária.

Ainda de acordo com ela, “a intranasal, aplicação dose única, a proteção é mais rápida de 48 a 72 horas e protege contra o vírus da Parainfluenza Canina, Adenovirus Tipo II e bactéria Bordetella Bronchiséptic, já a subcutânea possui proteção apenas para a bactéria Bordetella Bronchiséptic e o animal estará protegido apenas 21 dias após a segunda aplicação”, define a médica Drª Janecler Oliveira.

Os cães com uma propensão maior a desenvolver casos mais graves da gripe e da tosse canina são os filhotes, os idosos e os que, por algum motivo, tenham problemas de imunização. Além destes, os cachorros de raças braquicefálicas (de focinho mais curto) também têm uma predisposição maior a enfrentar problemas sérios durante uma gripe; já que contam com uma capacidade menor de “filtrar” o que é respirado pelo nariz até que o ar chegue ao seu pulmão, levando mais impurezas e bactérias para seu corpo.

Conforme a doença se desenvolve e se torna mais agressiva, sintomas como febre, secreções oculares, falta de apetite e apatia, entre outros, começam a aparecer – sendo que, se a doença não for tratada de maneira correta, esse quadro pode evoluir para a pneumonia. Com isso em mente, fica claro que, ao notar qualquer sinal de gripe no seu cãozinho, a melhor pedida é correr para uma clínica veterinária – onde ele poderá ser avaliado por um profissional e, se for necessário, medicado.

Então, a melhor maneira de tratar e cuidar do animal é a prevenção com orientação de um médico veterinário.

Graves consequências

Embora haja casos em que a doença pode trazer graves consequências (incluindo a morte do animal), esse tipo de situação acontece, principalmente, em função do não tratamento do animal e, na grande maioria dos casos, os cachorros com gripe são facilmente curados – exigindo apenas alguns cuidados como ficar longe de friagens e a administração de antibióticos (que devem ser receitados por um médico veterinário) e anti-inflamatórios.

Fonte: Agora MS


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