Loba-guará volta para a natureza


Fátima Chuecco (Da Redação)

Foto: Divulgação
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Depois de muita polêmica e manifestações, a lobinha que se perdeu no mês passado na cidade de Varginha, Minas Gerais, e foi capturada por bombeiros, finalmente voltou para a floresta no dia 2 de junho. Depois de ficar 14 dias no Zoológico de Varginha, onde havia o receio que ela permanecesse perdendo assim a possibilidade de vida livre, a loba foi entregue ao Instituto Estadual de Florestas (IEF) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgãos responsáveis pela soltura.

Segundo o diretor do zoo, Mário Frota, a loba foi analisada e recebeu vacina contra doenças de canídeos como parvovirose e cinomose: “A loba foi solta em perfeitas condições de saúde. A soltura exige cautela uma vez que esse animal já teve contato com pessoas e cachorros. O local escolhido deve ser propício para evitar que ela fique próxima a fazendas e invada galinheiros, pois, dessa forma ela pode acabar abatida pelos proprietários da terra. Além disso, existe outros temores, como o encontro com uma alcateia que a rejeite”.

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Ainda segundo Frota, a loba passou por avaliação clínica física e comportamental e até chegou a receber o nome de “Boemia” por ter perdido a hora de ter saído da cidade. A equipe do zoológico solicitou apoio ao IBAMA e IEF, órgãos responsáveis pela gestão da fauna silvestre em Minas Gerais, para nova avaliação. “Em reunião conjunta das três instituições decidiu-se que a soltura em ambiente natural seria o melhor para o animal e para a conservação da espécie. Assim, no dia 2 de junho a jovem fêmea de lobo-guará ganhou a liberdade em ambiente preservado e longe de centros urbanos”, diz Frota.

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Vale lembrar que o lobo-guará corre risco de extinção. Com a perda acelerada de seu habitat ele acaba indo em direção as fazendas ou mesmo centros urbanos em busca de comida ou para fugir de queimadas e desmatamentos. É uma situação assustadora para esse animal que vivia quieto no seu canto e, de repente, virou alvo da espingarda de fazendeiros ou de cães que protegem sítios. E não são só os lobos que vivem esse drama. Onças, macacos, preguiças… cada vez mais os bichos invadem a cidade como última alternativa para sobrevivência. Algumas capturas são bem-sucedidas, outras desastrosas e levam o animal à morte ou o impossibilitam de retornar à vida selvagem. É a saga dos “sem-floresta”. E isso está apenas começando.


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