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Mais uma companhia aérea proíbe importação de "troféus de caça"

24 de maio de 2015
3 min. de leitura
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(da Redação)

Foto: Care2
Foto: Care2

Em mais uma boa notícia para a vida selvagem, as coisas acabaram de ficar um pouco mais difíceis para caçadores que procuram uma forma de transportar partes de corpos de animais como “troféus” para suas casas. As informações são da Care2.
A Emirates Airlines, maior companhia aérea internacional do mundo, anunciou que os chamados “troféus” de caça não poderão mais ser transportados em suas aeronaves, e que a mudança já está entrando em vigor imediatamente.
Em uma declaração, a empresa disse que a proibição se aplica a todas as partes de corpos de animais, estejam eles listados ou não na relação de espécies protegidas pela Convenção do Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), incluindo os “troféus” de espécies que não são atualmente consideradas ameaçadas de extinção.
O comunicado dizia ainda que a decisão tem o intuito de apoiar governos internacionais e organizações intergovernamentais e não governamentais que estejam manejando as populações de animais selvagens, no sentido de reforçar a tarefa de eliminar o comércio ilegal e o transporte dos resultados da caça pelo mundo todo, e salvar o patrimônio das espécies.
O anúncio veio apenas algumas semanas após a South American Airlines (SAA) ter manifestado que não iria mais transportar partes de corpos de rinocerontes, elefantes, leões e tigres caçados, em um esforço para proteger a vida selvagem de ser alvejada por caçadores e pelo comércio ilegal.
Tim Clyde-Smith, representante da SAA, disse à mídia na ocasião que a vasta maioria dos turistas visitam a África particularmente para testemunhar a maravilhosa vida selvagem que restou. “Nós consideramos que é também de nossa responsabilidade assegurar que essas espécies sejam preservadas para as futuras gerações, e cabe a nós deter as atividades que ponham esse maravilhoso recurso em perigo”, afirmou Tim.
Apesar das tentativas de preservação, os icônicos animais selvagens da África continuam a ser caçados a taxas alarmantes, o que já colocou o futuro de diversas espécies em situação de ameaça de extinção no curto prazo.
Agora não importará se os caçadores têm as licenças para caçar, pois eles não poderão carregar os seus “troféus” em vôos destas companhias. Segundo a reportagem, isso não só envia uma mensagem de que a caça por esporte é nociva para a preservação, como também torna mais difícil para quem quiser tentar transportar itens ilegais sob a alegação de que eles advêm da caça com permissão legal.
Os conservacionistas estão comemorando esta última mudança da Emirates Airlines e esperam que outras companhias sigam o exemplo ético que essas duas empresas adiantaram-se em implantar.
“Este é um movimento ousado feito pela maior companhia aérea do mundo”, declarou Elsayed Mohamed, diretora regional da International Fund for Animal Welfare (IFAW) no Oriente Médio. “A Emirates deu um passo importante e responsável ao mostrar a sua seriedade para com a preservação da vida selvagem. Nós valorizamos a sua decisão e temos esperança de que outras companhias da região do Golfo façam o mesmo”.
A Delta Airlines, que é a única empresa dos Estados Unidos com vôos diretos para a África do Sul, está sendo pressionada a fazer uma mudança similar em sua política, mas não se manifestou sobre o assunto até o momento.
Para ajudar a pedir pela mudança pela Delta Airlines, assine a petição.

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