32 milhões de aves já foram mortas em 5 meses nos Estados Unidos


(da Redação)

Foto: Care2
Foto: Care2

O último surto de gripe aviária nos Estados Unidos resultou na matança de mais de 32 milhões de galinhas, perus e patos, embora o foco do assunto não tenha sido a perda de vidas sencientes e sim os prejuízos para a indústria de frangos, os danos às exportações e o aumento de preços para os consumidores.

Conforme reportagem da Care2, ninguém parece ter se preocupado com o fato de 32 milhões de vidas individuais terem sido tiradas como resultado direto de nosso desejo de explorar os seus corpos. E talvez haja essa visão global sobre o assunto pois esses animais já viviam com uma sentença de morte, ou também porque a sociedade prefira não pensar sobre cada ave como um indivíduo que tem seus próprios desejos, sentimentos e emoções.

A cobertura da mídia ao fato, por exemplo, esteve baseada somente na questão da elevação de preços da carne de frango e ovos e de uma possível falta de perus para serem consumidos meses depois, nas comemorações do Dia de Ação de Graças.

A humanidade se tornou tão insensível ao assassinato de animais criados para consumo, que ouvir que dezenas de milhões de aves foram mortas para se evitar a disseminação de uma doença infecciosa não é considerado como uma triste perda de vidas, mas apenas uma etapa necessária da agropecuária industrial, e que pode trazer transtornos aos seus hábitos de consumo, pois os animais se tornaram commodities.

O pior surto de gripe aviária da história

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que desde que o primeiro surto de gripe aviária no país detectado em 19 de dezembro de 2014 até o último relatório em 11 de maio deste ano, um total de 32.622.473 aves foram “afetadas” pela doença. Algumas das fazendas onde elas estavam eram tão grandes que mais de cinco milhões de galinhas foram mortas em uma única propriedade.

O risco da gripe aviária para a saúde humana é baixo, e nenhum caso em humanos foi registrado até então. A razão primária para a matança em massa dos animais é prevenir a disseminação da doença, que é o requerimento legal em tais circunstâncias, mas se nós não tivéssemos criado tais concentrações anti naturais de aves devido ao nosso desejo de consumi-las, esse assassinato em massa não estaria acontecendo neste momento.

Algumas pessoas argumentam que, se estas aves não fossem mortas agora devido ao surto, elas seriam mortas para consumo de qualquer maneira. Mas a reportagem lembra que foi o nosso desejo de consumir carne e ovos que criou toda a situação, desde a reprodução em massa desses animais em instalações industriais até as condições artificiais, emocionais e ambientais que provocam a existência e o aumento de tais doenças.


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