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Conheça a cruel realidade por trás das fotos de animais selvagens nas mídias sociais

19 de maio de 2015
3 min. de leitura
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(da Redação)

Foto: YouTube/AnimalsMedia.com
Foto: YouTube/AnimalsMedia.com

As redes sociais estiveram alvoroçadas recentemente por causa de um novo vídeo que mostra uma jovem orangotango que se tornou babá de um grupo de filhotes de tigre. O vídeo viralizou e alcançou milhões de visualizações, fazendo sucesso com as imagens dos amigos improváveis.
Mas, embora essas cenas tenham um apelo irresistível superficialmente, não é preciso ir fundo para perceber que não se trata de uma situação de fato tocante – na verdade, elas escondem algo triste. As informações são do The Dodo.

As imagens exageradas do vídeo foram filmadas no Safari Myrtle Beach, do The Institute of Greatly Endangered and Rare Species (T.I.G.E.R.S.), na Carolina do Sul (EUA). Apesar da instituição descrever-se como um paraíso seguro para animais exóticos, críticos conceituados chamam o local de “pseudo santuário”, onde os animais são arrancados da companhia de suas mães para servirem como adereços em cenas desse tipo.
“O T.I.G.E.R.S. continua a usar o ângulo das “amizades improváveis entre espécies animais diferentes” para explorar espécies ameaçadas e transmitir a falsa impressão de que cuidam de modo adequado desses animais”, escreveu o grupo de fiscalização Eyes On Apes.
O site The Dodo contatou o T.I.G.E.R.S. por telefone para que comentassem esta acusação de exploração animal mas foi atendido por uma gravação que dizia:
“Você pode apoiar os nossos esforços de preservação participando do nosso encontro fotográfico na Estação de Preservação. Durante este encontro, você poderá colocar as mãos em um bebê de tigre e uma jovem macaca enquanto eles se sentam em seu colo. Os encontros fotográficos custam a partir de 100 dólares por pessoa (…)”.
Visitantes pagam para tirar fotos com animais selvagens, que são retirados de suas famílias e explorados para esse tipo de entretenimento humano. Foto: T.I.G.E.R.S./Estação de Preservação
Visitantes pagam para tirar fotos com animais selvagens, que são retirados de suas famílias e explorados para esse tipo de entretenimento humano. Foto: T.I.G.E.R.S./Estação de Preservação

Foto: T.I.G.E.R.S./Estação de Preservação
Os animais são tratados como meros adereços para fotografias, deixando de viver livres e de exercer seus instintos naturais. Foto: T.I.G.E.R.S./Estação de Preservação

O T.I.G.E.R.S. defende a sua campanha de levantamento de fundos (“Rare Species Fund”) como um meio de reforçar a proteção à vida selvagem, mas as suas atividades de caridade também têm sido questionadas. Em um exemplo dado pela ONG Big Cat Rescue, o T.I.G.E.R.S. “doou” sete tigres para “um zoológico não especialmente bom” na Tailândia, sob o pretexto de preservação.
A Eyes On Apes menciona várias outras questões preocupantes envolvendo a organização, incluindo inúmeras citações do Departamento de Agricultura (USDA), na esperança de que os defensores dos animais percebam que as graciosas fotos com os animais selvagens têm, na verdade, bastidores obscuros:
“Não apoie esta exploração. Quando você receber um e-mail ou ver imagens de primatas com outros animais no Facebook, no Twitter, no Pinterest, etc, aproveite a ocasião para investigar onde os animais estão vivendo e, educadamente, conscientize as pessoas sobre as verdadeiras circunstâncias que há por trás disso”.

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