O carinho de mãe pelos filhos de quatro patas


Na casa de Gabriela, passeiam livremente os vários gatos e Lulu, a única cadela da turma
Na casa de Gabriela, passeiam livremente os vários gatos e Lulu, a única cadela da turma

“Não tenho dúvidas de que a sensação que experimento, cuidando dos gatos, é a mesma que tive quando minha filha Mirella era bebê de colo. De sentir que se eu saio de perto o que vai ser da vida deles?”. A afirmação da advogada Gabriela Moreira, 47, dissipa rapidamente qualquer questionamento. Com a filha, agora com 28 anos, já criada, mais que protetora e defensora de animais, Gabriela é, sim, mãe também de filhos de quatro patas.

Como se fossem crianças nascidas de seu próprio ventre, Gabriela deixa que Lulu, a única cadela entre os felinos da defensora, e os quatro gatinhos criados e os outros resgatados, esperando adoção, passeiem à vontade em casa. Gabriela é daquelas mães que fazem da casa ninho, não importando se o pé do sofá jaz arranhado, ou se não há colcha de cama sem pelinhos. Gabriela mora sozinha numa casa cheia.

A segunda maternidade chegou quando ela se mudou para as proximidades do Parque do Cocó e conheceu a realidade dos gatos que lá vivem. “Já tive clínica veterinária, mas não tinha ideia do sofrimento dos animais de rua. Antes, eu vendia bicho e não tinha noção de que para cada animal que é vendido outro perde a oportunidade a um lar”, conta. Em dois anos, Gabriela, mesmo sem precisar, crê que já passam de 100 os filhotes que tirou das ruas para conseguir adoção e as fêmeas adultas que custeou a castração.

Dos casos que mais lhe marcaram, a protetora se lembra de quando encontrou sete filhotes recém-nascidos que estavam sendo comidos por formigas. Gabriela os resgatou e os levou para uma gata para que fosse ama de leite. Mesmo com todos os esforços, apenas um deles sobreviveu e ganhou nome de Vitória.

Apesar da tristeza que a acompanha desde que conheceu a realidade dos animais, Gabriela não pensa em desistir da missão que escolheu.

“Quando você acorda para esse sofrimento, não tem como voltar. De pensar que às vezes a ajuda demora tanto que alguns morrem nos meus braços, sem eu poder fazer nada, é de apertar o coração. Mas é também o que me dá forças. Eu não posso mudar o mundo, mas eu mudo o mundo de cada animal que eu ponho a mão em cima e me sinto, sim, mãe deles”.

Fonte: O Povo


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