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Atleta vegano conquista o 2º lugar em campeonato de fisiculturismo

Não para de crescer o interesse de veganos no rendimento em atividades físicas, não só no Brasil mas em todo o mundo. Cada vez mais, o mito das proteínas está...

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28/04/2015 às 06:40
Por Redação

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Por Alex Avancini (da Redação)

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Foto: Leo Cavallini

Não para de crescer o interesse de veganos no rendimento em atividades físicas, não só no Brasil mas em todo o mundo. Cada vez mais, o mito das proteínas está sendo deixado para trás, graças à enorme quantidade de informação disponível atualmente somada às incríveis conquistas de atletas que assumiram a alimentação 100% restrita quanto aos ingredientes de origem animal.

O último vencedor a corroborar com esta estatística é o fisiculturista brasileiro Paulo Victor, mais conhecido com Paru, que conquistou o segundo lugar na 15º edição do Campeonato Baiano de Fisiculturismo, realizado no centro de convenções da Bahia. O evento contou com 25 categorias distribuídas por idade, sexo e portes físico. Ao todo, havia mais de 150 atletas concorrendo.

Paru participou na categoria Culturismo Clássico acima de 1,78m e trouxe mais um importante resultado para ele e para o veganismo. Durante a competição, os juízes olham os corpos mais trabalhados, aliando maior massa muscular com definição e proporção entre membros superiores e inferiores, aliada a uma cintura fina. Nessa edição, havia seis competidores na sua categoria e ele era o único atleta vegano representante de toda a competição.

No esporte, em que a alimentação é um dos elementos cruciais para o desenvolvimento, há um paradigma quando o assunto é a dieta a ser seguida. Muitos treinadores e atletas imaginam ser apenas possível conquistar seus objetivos através das dietas onívoras, não levando em consideração que o vegetarianismo é uma das formas alimentares mais completas existentes.

Em entrevista à ANDA, Paru fala sobre alguns mitos em relação à alimentação de alto nível. Basicamente deve-se saber que o desenvolvimento muscular se baseia em ter energia disponível (carboidratos) e material para a construção muscular (proteínas), sem precisar de carne, leites ovos e seus derivados. O atleta vegano deve planejar sua alimentação focando na variedade proteica e controlar o excesso de carboidratos.

“Agradeço aos amigos do grupo Musculação Vegana e aos que me seguem no Instagram por acompanharem a minha rotina, me apoiarem e incentivarem a continuar, aos amigos Manoel Castro e Felipe Garcia, que também são fisiculturistas e me ajudam muito, e por último mas não menos importante, sou muito grato à equipe da VeganWay, a única empresa de suplementação vegana nacional que montou um time vegano apoiando a diversos atletas que patrocina”, diz Paru.

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Foto: Lucia Trindade

Preparação e conquista

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Foto: André Negreiros

Paru diz que a preparação para um campeonato de alto nível como o estadual baiano envolve cerca de seis meses de dieta regrada e muitos treinamentos aeróbicos, resistivos (com pesos) e treinos das poses apresentadas.

O atleta começou a se dedicar à musculação há 10 anos, sendo 3 anos exclusivamente para competições: “A musculação entrou na minha vida depois do veganismo. Com o tempo fui aprendendo a evoluir na musculação com base no veganismo, aí com o passar dos anos fui percebendo que dava pra conciliar as duas coisas e ter bom desenvolvimento como os atletas faziam no exterior usando os produtos e improvisando com os produtos e suplementos encontrados aqui no Brasil. Quando vi que estava ficando com um porte bom e acima da média, decidi participar de competições de fisiculturismo como forma de divulgação do veganismo. Esta foi a minha 3ª competição, fui o primeiro vegano a competir no Brasil e esse ano usei a experiência e o aprendizado do ano anterior para buscar melhorar”.

Vegano há 13 anos, Paru conheceu o veganismo em 2001, numa época na qual não havia tanta informação sobre o assunto. Uma pessoa o presenteou com uma cópia do vídeo Meet Your Meat e desde então tomou sua decisão. “Fiquei comovido com o sofrimento exibido no vídeo e não queria fazer parte daquele sofrimento. Somente depois passei a pesquisar e conhecer realmente sobre direitos animais, ter noções de ética e como romper com o meu especismo herdado socialmente.”

Crescimento do veganismo no esporte

O crescimento do veganismo no esporte acompanha o crescimento do veganismo nacional e mundial. Cada vez mais pessoas estão praticando e passando a disputar provas com mais visibilidade. O grupo Musculação Vegana (no Facebook), saiu de 7.000 membros em 2013 para os atuais 26.000. Um outro fator notável é o crescimento no número de empresas e produtos no ramo de suplementação esportiva. Há cerca de 3 anos não havia nenhuma opção nacional, hoje já existem cerca de 10 linhas de suplementos veganos nacionais e até empresas completamente dedicadas à produção de suplemento veganos como a VeganWay.

“A fusão entre conhecimentos sobre veganismo com musculação surgiu da escassez de profissionais de nutrição esportiva com bases veganas aqui na Bahia, então passei a me dedicar aos estudos de nutrição vegana voltada para performance esportiva com ênfase no ganho de massa muscular e em métodos de perda de gordura preservando a massa magra, que são basicamente as 2 fases que compõe o trabalho do fisiculturismo. Pondo em prática esses conhecimentos, fui conseguindo agregar volume muscular com baixo percentual de gordura e com a troca de informações nos grupos do Facebook Musculação Vegana e no site de mesmo nome, comecei a ajudar pessoas que tem as mesmas dificuldades que eu tive no início dos meus treinamentos”, completa o atleta.

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Foto: Lucia Trindade

Outros atletas veganos no Brasil e no mundo

Recentemente, o também fisiculturista vegano Felipe Garcia do Carmo, conquistou o 1° lugar da categoria Class 1 (acima de 1.79m) no II Campeonato de Fitness e Musculação, realizado em Mairinque, no interior de São Paulo.

Em janeiro deste ano, dois atletas da Equipe Multiesportista Força Vegana, participaram da prova BR135+, considerada entre os praticantes da modalidade como a prova contínua mais difícil do Brasil, na qual conquistaram importantes resultados. Com 100 atletas participantes, apenas 9 conseguiram completar todo o percurso e José Luiz Da Silva Neto e Éber Valentim foram os representantes veganos da competição, obtendo o quarto e sexto lugares respectivamente.

Dentro do atletismo, Carl Lewis é um dos atletas veganos mais conhecidos no mundo dos esportes. Conquistou 10 medalhas olímpicas, entre elas, nove de ouro e uma de prata. No Campeonato Mundial de Atletismo, obteve oito medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze. Carl é vegano desde 1990 e mostrou ao mundo a possibilidade de se obter excelentes resultados não consumindo nenhum produto de origem animal.

Jim Morris, fisiculturista norte-americano, é mundialmente conhecido por ganhar competições ao longo de uma carreira de trinta anos. Entre seus títulos estão: Mr. EUA (1972), AAU Mr. América (1973), Mr. Internacional (1974), e Mr. Olympia Master para atletas maiores de 60 anos (1996).

Outros nomes são Jack Linquvist no ciclismo, Keith Holmes no boxe, Fiona Oakes como maratonista, Georges Laraque no hockey de gelo, Patrik Baboumian no fisiculturismo, Patrick J. Neshek no baseball, Brendan Brazier no triathlon, Meagan Duhamel na patinação, Venus e Serena Williams no tênis entre muitos outros.

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