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A cadela Cora diz adeus às correntes para sempre

12 de abril de 2015
3 min. de leitura
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Por Loren Claire Boppré Canales (da Redação)

A cadela Cora havia passado toda sua vida acorrentada no exterior de uma casa. Dia e noite, só conseguia ver a partir do seu pedaço de terra frio e úmido como os seus tutores chegavam e desfrutavam do aconchego de uma casa.

Os voluntários da ONG PETA começaram a visitar a amigável cadela de pelagem branca e preta em seu lar na zona rural de Carolina do Norte, nos Estados Unidos, em 2012, a princípio para lhe dar uma casa de cachorro feita de acordo com as suas necessidades, junto com um pouco de palha para dormir, e organizar sua esterilização gratuita em uma das clínicas móveis da organização.

Os voluntários voltaram muitas vezes para limpar suas tigelas de comida e água que sempre estavam sujas, e para lhe dar brinquedos, guloseimas e coçar as suas orelhinhas para ajudar a diminuir um pouco sua solidão.

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Sempre que os voluntários visitavam a cadela Cora, ela ficava tão emocionada que brincava com gosto ao redor deles, aproveitando a atenção que recebia. A PETA em repetidas ocasiões pediu à tutora de Cora se poderiam encontrar um novo lar para ela, dentro de uma casa, mas sua tutora sempre se negou a deixar que isso acontecesse. Por não haver leis contra o acorrentamento na região, havia pouca coisa que os protetores pudessem fazer, exceto continuar visitando Cora e tentar fazer a sua vida ser um pouco menos miserável.

Em algum momento, Cora foi entregue a outra família, e a ONG perdeu seu rastro – assim foi, até a semana do Natal. Por casualidade, os voluntários se encontraram com ela em uma nova residência, mas na mesma situação deprimente – acorrentada entre lodo e sujeira, com apenas uma gota de água para beber. Só que desta vez, a realidade era pior: a corrente de Cora agora estava enrolada ao redor do seu pescoço ao invés de estar presa a uma coleira, e a corrente estava tão apertada que havia incrustado em sua pele, ocasionando uma ferida purulenta e sangrenta.

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O novo tutor de Cora concordou em entregá-la aos voluntários, após entender que a cadela necessitava de mais atenção. A doce Cora deixou os voluntários retirarem a pesada corrente ao redor do seu pescoço, tratar sua ferida e lhe dar um banho urgentemente. Apesar dos anos de abandono e descuido, ela respondeu bem ao tratamento, o qual provavelmente havia sido o único que havia recebido em toda sua vida.

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A voluntária da ONG PETA, Heather Johnson, levou Cora na véspera do Natal, e a cadela brincalhona passou seu primeiro Natal dentro de uma casa, como membro de uma família, inclusive abrindo presentes de sua “mamãe” temporária.

Uma vez que seu pescoço já estava curado, Cora estava pronta para ir ao lar permanente. Heather a levou há pouco tempo até Bethesda, Maryland, onde conheceu pela primeira vez a sua nova guardiã, Teresa Manns.

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Agora que Cora encontrou seu lar permanente, seus dias estão cheios de camas confortáveis, brinquedos divertidos e doses diárias de afeto e atenção.

Sua história é uma das muitas razões pelas quais a ONG PETA trabalha intensamente para ajudar os cães que vivem no exterior das casas, sem o conforto de um lar.

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