Água poluída da Baía de Guanabara prejudica reprodução de espécies


Foto: Reprodução
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A água que hoje está bem suja não lembra em nada o que o Jornal Hoje mostrou em julho do ano passado, quando foi registrado com exclusividade o reaparecimento de cavalos-marinhos na Baía de Guanabara.

É uma espécie que só sobrevive em águas limpas. Na época, o professor César Bernardo Ferreira guiou a equipe da TV até o local onde foi encontrado em poucos minutos de mergulho três casais.

Nove meses depois, a situação agora é bem diferente. A água está poluída. Não é possível avistar uma espécie sequer no local. Águas escuras, oleosas e sem vida aparente. Técnicos da Secretaria do Ambiente coletaram amostras de esgoto industrial das três únicas empresas instaladas na região.

Na fábrica de lubrificantes, Cosan, o nível de poluentes encontrado estava nove vezes acima do limite estabelecido por lei. Por ser reincidente, o valor da multa chega a R$ 35 milhões.

“Em outubro passado eles já tinham uma orientação para que suspendessem esse efluente e pelo visto não cumpriram, isso é um agravante. E nós estamos dando a multa máxima permitida, que é R$ 35 milhões”, fala o secretário Meio Ambiente, André Correa.

Os fiscais entregaram a notificação na última semana. A empresa de lubrificantes pode recorrer.

Quem não sabe o que fazer agora é o professor César. Ele investiu com recursos próprios e de doações R$ 12 mil na montagem de um laboratório, referência no estudo dos cavalos-marinhos da Baía de Guanabara, que se tornou um centro de visitação.

“Cavalo-marinho, não tem mais. Como a gente vai trabalhar sem o foco da nossa pesquisa. Eles sumiram. A Baía de Guanabara é um local que consegue se regenerar ela consegue sobreviver, mas a gente tem que agredi-la. Se a gente parar de agredir a Baía de Guanabara a vida consegue volta se continuar nesta forma nem cavalo marinho, nem peixe nem invertebrado nenhum vai ter na Baía de Guanabara”, fala o professor.

A empresa Cosan informou que não tem conhecimento da abertura de um processo administrativo contra a companhia, não teve acesso aos autos e desconhece a aplicação de multa.

Fonte: G1


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