Macacos-prego que viviam em mantenedouro serão devolvidos à natureza


Animais ficaram no Mantenedouro de Fauna São Braz até segunda-feira. Eles seriam levados para Canela à noite (Foto: Jean Pimentel / Agência RBS)
Animais ficaram no Mantenedouro de Fauna São Braz até segunda-feira. Eles seriam levados para Canela à noite (Foto: Jean Pimentel / Agência RBS)

Nove macacos-prego que viviam no Mantenedouro de Fauna São Braz, em Santa Maria, havia cerca de dois anos, ganharão a liberdade na sexta-feira em uma área de floresta em Canela, na serra gaúcha. Na segunda-feira, eles foram retirados dos recintos em que viviam no São Braz para serem chipados e receberem rádios-colares.

Os equipamentos servirão para monitorar os animais depois de livres. Eles seriam transportados ainda na noite de segunda-feira. Em Canela, devem ficar alguns dias em espaços montados no local da soltura – uma área particular de cerca de 300 hectares – para se ambientarem, antes de serem devolvidos à natureza, de onde nunca deveriam ter saído.

Os macacos vieram de diversos locais do Estado, e a maioria pertence a famílias diferentes. Alguns foram resgatados pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) porque corriam risco de serem mortos, outros foram apreendidos porque eram mantidos em cativeiro, e pelo menos três haviam sido transferidos do Parque Farroupilha, em Porto Alegre, para o São Braz, à época da desativação do Minizoo da Redenção.

Desde agosto passado, o grupo de animais do gênero Sapajus, da espécie nigritus (natural da região sul do Brasil), com idades entre 2 e 10 anos, era acompanhado por uma estudante de mestrado em psicobiologia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O estudo foi uma preparação para a soltura.

Segundo o responsável pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama no Estado, o médico veterinário Paulo Guilherme Carniel Wagner, a ação é parte do Projeto Macaco-prego, realizado entre o São Braz, o Ibama, a UFRN e a propriedade que vai recebê-los:

“É uma forma científica de reintroduzi-los (na natureza) e acompanhá-los depois”.

Ainda em cativeiro, eles tiveram materiais coletados para exames. O tempo também serviu para que os animais se acostumassem uns com os outros e formassem um grupo. Mas isso não é garantia de que permanecerão juntos. Um dos objetos da pesquisa é saber como esse grupo vai interagir com os demais macacos. Por cerca de um mês eles terão apoio alimentar do projeto. Serão monitorados diariamente por três meses e mais espaçadamente por, no mínimo, um ano.

“Será que estes animais conseguem imediatamente se alimentar? Encontrar seu espaço? Essas são as perguntas que academia faz e que vai tentar buscar lá”, diz o veterinário.

Os resultados servirão de base para solturas de outras espécies de macaco-prego ameaçadas de extinção. O São Braz tem três famílias (num total de 17 indivíduos) que permanecerão em cativeiro até poderem ser reinseridas na natureza.

Fonte: Boa Informação


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